Câmara integra mega projeto internacional
A maior infraestrutura científica do século XXI vai começar a ser construída, em 2018, na África do Sul e na Austrália.
Chama-se Square Kilometer Array (SKA) e é o mais poderoso radiotelescópio de sempre e a vai fazer parte do projeto.
O SKA resulta dum esforço internacional para a criação de uma infraestrutura composta por 2.000 antenas que formam um radioteolescópio gigante, distribuído em distâncias de mais de 3.000km, com localização na África do Sul e na Austrália.
O objetivo é escutar os confins do universo, conseguindo “fotografar” em ondas rádio 1 bilião de galáxias, sinalizar buracos negros e procurar civilizações fora do Sistema Solar.
Para o público, a procura de vida extraterrestre, em especial vida inteligente, será o mais interessante dos objetivos do SKA.
Neste momento, o projeto conta já com a participação de cerca de 100 organizações de 20 países.
Atualmente, 11 consórcios internacionais estão envolvidos na fase de construção.
Portugal está envolvido através de um consórcio liderado pelo Instituto de Telecomunicações (IT), que junta as Universidades de Aveiro, Porto, Évora e , o Instituto Politécnico de Beja, o Polo de Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE) e empresas.
A informação gerada pelo SKA equivale a cerca de 5 vezes o tráfego da Internet mundial hoje, cerca de 35.000 DVD por segundo de informação, necessitando de uma rede de supercomputadores e centros de dados espalhados pelo Mundo.
O coordenador do consórcio português no supertelescópio, Domingos Barbosa, investigador do IT na Universidade de Aveiro, afirma que a principal tarefa do projeto é gerir toda a informação gerada pelo SKA, um grande desafio quando está em causa um volume de dados anual três vezes superior aos dados gerados hoje pelo Google.
A informação gerada pelo SKA, cerca de 35.000 DVD por segundo, necessita de uma rede de supercomputadores e centros de dados espalhados pelo Mundo.
É aqui que entra a cidade da .
O Centro de Dados da Altice (PT) – Data Center na foi escolhido pelo consórcio nacional para ser o centro que em Portugal vai armazenar e tratar o astronómico volume de dados gerado pelas observações do supertelescópio, o equivalente aos dados gerados pelos aceleradores de partículas do CERN (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear) em Genebra (Suíça).
O presidente da Câmara Municipal da , Vítor Pereira, mostra-se “orgulhoso com a participação do nosso concelho neste extraordinário e inovador projeto que visa revelar o conjunto mais completo e atualizado de informação sobre o cosmos”.
Para o autarca, “a reforça o seu lugar de cidade na vanguarda tecnológica, reconhecida a nível nacional e internacional”.
Este projeto vai ser apresentado na na iniciativa “Os dias do SKA”, que decorreu no dia 6 de fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e na Universidade da Beira Interior.
O encontro mostra os desafios tecnológicos do SKA, enquanto maior radiotelescópio e maior infraestrutura digital do mundo, para além de explicar o importante papel do Centro de Dados da neste histórico empreendimento internacional.
