Covilhã

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Torá vai continuar no domínio público
O Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco julgou totalmente improcedente a ação intentada pelo empresário José Manuel Correia contra o Município da , reivindicando a propriedade sobre aquele importante manuscrito judaico, alegando para tanto que o tinha adquirido em 28 de setembro de 2016, por compra efetuada ao achador, pelo preço de 100 mil euros.

Feito o julgamento e produzida a respetiva prova, o Tribunal decidiu que o referido empresário “comprou a Torá a pessoa que não tinha qualquer direito de propriedade sobre tal objeto. E, não o tendo, não o podia transmitir por via de contrato de compra e venda celebrado por escritura pública”.

Significa isto que a Câmara Municipal da continuará possuidora da Torá e dará continuidade ao trabalho que a Divisão de Cultura tem vindo a efetuar quanto ao estudo deste importante pergaminho judaico.
Esse estudo, já iniciado, está a ser realizado por um grupo de trabalho multidisciplinar composto de reputados especialistas na matéria, bem como por técnicos da autarquia.

Prevalece assim a vontade manifestada pelo presidente da Câmara Municipal da , Vítor Pereira, que considera que “este documento judaico deve ser mantido no domínio público e ser estudado, tendo em conta a sua possível relevância cultural, histórica e religiosa”.

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