Ajuste direto causa imbróglio
O vereador da Câmara Municipal da , Nuno Reis, quer saber os motivos que levaram executivo municipal a incluir, na consulta pública para ajuste direto do estudo para a requalificação da escola secundária Frei Heitor Pinto uma empresa sediada em Alcains que não tem qualquer trabalhador no quadro de pessoal.
Na reunião pública da Câmara, o vereador do movimento “Acreditar ” manifestou estranheza pelo facto, uma vez que existem outras empresas sediadas no concelho que poderiam ter sido contactadas, no âmbito desta consulta pública, cujo valor de ajuste direto rondou os 73 mil euros, a uma empresa da , mas tendo por consulta uma empresa sediada em Alcains que não tem nenhum trabalhador no quadro.
Nuno Reis frisa que “há pelo menos na Parkurbis duas empresas que exercem as mesmas funções e que têm mais trabalhadores do que aquela que foi consultada, em Alcains”.
O ajuste direto acabou adjudicado à empresa Urbitraço.
A situação apanhou de surpresa o presidente da Câmara da , Vítor Pereira, que pediu esclarecimentos ao diretor do Departamento de Obras do Município.
De acordo com Jorge Vieira “quando é sugerido o nome das empresas que devem ser consultadas nunca me passou pela cabeça ir ver o número de funcionários de cada uma delas. Aquilo que eu procuro é a área de trabalho de cada uma, os serviços que prestam e em função daquilo que o Município pretende contratar. Confesso que é um aspeto que nunca me preocupei, mas que poderei começar a preocupar-me”.
