Câmara e UBI em Projeto Energético Internacional
O Município da , através da empresa municipal ICOVI, estabeleceu uma parceria com a Universidade da Beira Interior (UBI) destinada à realização de um projeto internacional que tem como objetivo integrar os sistemas de abastecimento de água e de produção de energia.
O projeto EdgeWise – Energy and Water Systems Integration and Management ronda 1 milhão de euros, envolvendo oito parceiros – instituições de Ensino Superior e empresas – de seis países (Portugal, França, Grécia, Malta, Tunísia e Chipre).
O EdgeWise pretende estudar as energias renováveis, combinadas com os sistemas das águas, para produzir conhecimento que possa ser incorporado no quotidiano dos dois setores em análise.
Esta intenção de apostar na transferência de conhecimento tem uma especial relevância na parceria estabelecida entre a UBI e a empresa municipal ICOVI.
Assim, está prevista a construção de uma instalação piloto que pretende integrar a gestão da energia e dos recursos hídricos dentro da cidade da , concretizando um aproveitamento do potencial hídrico em meio urbano.
Uma instalação solar e eólica produzirá energia que é armazenada no sistema de distribuição de água da cidade.
Dois reservatórios de água são geridos, ao longo do dia, tendo em conta a necessidade de água para consumo, maximizando o armazenamento de energia.
Em termos técnicos, é usada a infraestrutura de abastecimento de água para armazenar energia que pode ser usada mais tarde, quando necessária.
A instalação avalia o aproveitamento da localização da na serra da Estrela, revelando o potencial gravítico do sistema de água para a produção de energia.
As reuniões de coordenação e preparação do projeto aconteceram na , na Faculdade de Engenharia e Parkurbis, com a presença de delegações dos vários parceiros internacionais.
O presidente da Câmara da , Vítor Pereira, realçou o “potencial incomensurável do concelho para o aproveitamento de energia solar, hidráulica e eólica, mas também potencial gravítico”. O autarca considera “muito importante o aparecimento de novas ferramentas para a produção de energia”, destacando esta experiência piloto como “uma oportunidade de melhorar essa produção, podendo até replicar e amplificá-la noutros países”.
