PCP contra concessão nos transportes
A Comissão Concelhia da do PCP, reunida em 28 de janeiro, apreciou o atual momento quanto à concessão dos transportes urbanos da , Tortosendo, Boidobra, Teixoso, Cantar Galo-Vila de Carvalho, e reafirmou a defesa de serviços públicos de transporte com gestão Municipal, sem qualquer concessão a privados, numa parceria onde só o privado é que ganha e a população paga.
Para o PCP, “a Câmara Municipal e a maioria PS desenvolveram o processo de concessão dos transportes de uma forma irresponsável. Fica provado que os custos da concessão a privados são superiores ao estudo inicialmente apresentado aos covilhanenses e eleitos da Assembleia Municipal e que já hoje ultrapassam a solução apresentada para um serviço público municipal de transportes”.
E o PCP apresenta o andamento das contas.
“Após o 1º concurso, na base de 800 mil euros, que ficou deserto, a Câmara reforçou o preço base para valores próximos de 1 milhão de euros/ano, 9,2 milhões (mais IVA)/10 anos no total, ou seja, um valor semelhante ao do estudo inicial para a exploração dos transportes por administração direta.
Acresce, ainda, os sucessivos ajustes diretos (5), com a Transdev nos últimos anos, num valor próximo dos 4 milhões de Euros”.
E “graças à intervenção dos nossos eleitos foram incluídos no passe gratuito todos os estudantes do concelho, em vez da solução inicial que só previa os estudantes residentes na área da concessão acima referida”.
E acrescentam que “a mesma situação se previa para a utilização dos ascensores e elevadores, ou seja, na proposta inicial só previa aos residentes da cidade terem reduções”.
O PCP também confirma que a Câmara Municipal “irá pagar a manutenção e conservação dos elevadores e funiculares com o concessionário a beneficiar da receita por eles gerada.
Uma trapalhada que só vai beneficiar, mais uma vez, o privado e todos nós a pagar”.
O PCP diz ainda que “a aparente discordância entre PS e PSD existe quanto ao número de estacionamentos a pagar e, eventualmente, quanto às zonas com estacionamento taxado, sendo que o PSD, à semelhança do PS, sempre defendeu o pagamento do estacionamento à superfície.
A abstenção do PSD/CDS e do Movimento de Novo aquando da deliberação da Câmara por este modelo de concessão a privados com o estacionamento à superfície a pagar, demonstra e prova a comunhão de ideias entre o PS e PSD/CDS e outros setores da direita do nosso concelho”.
O PCP sempre manifestou a discordância quanto à necessidade do pagamento do estacionamento à superfície “que penaliza a população e a economia local”.
