Covilhã

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Mutualista abre nova valência para migrantes
Estrutura de Acolhimento Temporária com 25 camas, protocolada com o ISS, recebe 1º grupo de 19 pessoas, na segunda-feira, entre os quais refugiados da Ucrânia

A Casa Moura, edifício da Mutualista Covilhanense localizado no centro da , onde até dezembro, do ano passado, funcionou uma Casa de Acolhimento para Crianças e Jovens Estrangeiros Não Acompanhados (C/JENA), com menores oriundos de campos de refugiados da Grécia, passa, na próxima segunda-feira a albergar uma Estrutura de Acolhimento Temporária.

Protocolada com o Instituto de Segurança Social (ISS), a nova valência tem 25 vagas e destina-se a acolher migrantes e refugiados que já estão em solo nacional.

Através da valência, a instituição proporciona, transitoriamente, acolhimento aos migrantes, a encaminhar pelo ISS, e auxilia na sua integração social e profissional.

Na segunda-feira à tarde, chega à Casa Moura o 1º grupo de 19 pessoas, de várias nacionalidades, vindas do norte do País, “entre elas um grupo de estudantes universitários que frequentavam Medicina e Medicina Dentária, na Ucrânia”, especifica Nelson Silva, presidente do Conselho de Administração da Mutualista Covilhanense.

“O acordo celebrado com o ISS surge na sequência da experiência da associação na área das migrações, ao longo destes últimos 2 anos, com projetos concretizados, em curso e também em fase de implementação”, salienta Nelson Silva, ao adiantar que a associação está, em paralelo, a trabalhar num projeto inovador na área da capacitação e empregabilidade para migrantes e para a região, a lançar em breve também na Casa Moura.

No edifício funciona já, desde 2021, o Balcão de Apoio ao Migrante/rede CLAIM – Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes da Mutualista.

Além destes projetos, a associação tem 2 apartamentos de autonomização para jovens migrantes, na cidade da , com o objetivo de apoiar na transição para a idade adulta, contratualizados com a Segurança Social, um ocupado desde o ano passado e outro recém-aprovado.

Quanto à Casa Moura, é um edifício com 3 pisos, recuperado em 2020 pela associação, com vários dormitórios e gabinetes, bem como um amplo espaço exterior, onde exatamente nesse ano começou a funcionar a Casa de Acolhimento para Crianças e Jovens Estrangeiros Não Acompanhados, uma das 5 abertas, a nível nacional, na altura para dar resposta ao compromisso assumido pelo então Governo, perante a União europeia, de receber em Portugal 500 menores de campos de refugiados da Grécia.

A Mutualista Covilhanense acolheu um total de 32 menores, ao longo dos 2 anos de duração do projeto e foi a única instituição do Interior envolvida nesta causa humanitária.

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