Covilhã

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“Sexta-Feira: O Fim do Mundo… ou então não”
O TMC~ acolhe o espetáculo de dança “Sexta-Feira: O Fim do Mundo… ou então não”, este sábado, dia 5 de março, às 21H30, integrado no Ciclo Sete Anos, Sete Peças, projeto de criação da coreógrafa Cláudia Dias.

Sexta-feira é o último dos dias úteis do ciclo Sete Anos, Sete Peças. Esta peça fecha um ciclo menor dentro de um ciclo maior. A seguir vem o fim de semana, Sábado e Domingo. A semana é inglesa. Mais ou menos: quem saberá contar as horas de trabalho dedicadas a este projeto? Imaginar os dias de descanso tornou-se um luxo.

O valor do trabalho evapora-se com o ar de fim dos tempos que assombra o mundo. A ideia de fim do mundo ameaça paralisar a ação e o pensamento. Pior ainda, a ideia de fim da história faz acelerar a corrida para decidir quem será a última pessoa, quem entra e quem fica de fora da barca da história. Mas a história ainda se move, o tempo ainda avança, inexorável.

Em 1947, alguns dos cientistas do Projeto Manhattan, que tinham acabado de inventar a bomba atómica, criaram, em resposta aos massacres de Hiroshima e Nagasaki e como alerta para a iminência do desterro nuclear, um relógio do fim do mundo, que marca o tempo que restaria para o apocalipse. Por exemplo, com a eleição de Trump, os ponteiros aproximaram-se mais da meia-noite. Nas contas entram a proliferação das armas nucleares, mas também as mudanças climáticas e a pandemia do Covid-19. Estamos a 100 segundos da meia-noite simbólica. É o mais perto do fim que alguma vez o relógio marcou. Esta Sexta-feira, Cláudia Dias junta-se com os mais próximos para fechar a semana, imaginar o futuro imediato e passar a meia-noite. Talvez o fim deste mundo seja apenas o começo de um mundo novo.

No final do espetáculo há uma conversa entre a coreógrafa e o público interessado. A conversa decorre num espaço a indicar pelos assistentes de sala.

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