Covilhã

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População invade Câmara Municipal

O que estava previsto ser uma concentração à porta da Câmara Municipal da Covilhã, convocada pela União de Sindicatos de Castelo Branco, a população não foi de meias medidas e acabou por invadir o Salão Nobre, revoltados com a situação dos transportes públicos, que sofreram alterações nos horários, nos percursos e nos preços, introduzidos pela nova concessionária.

Os ânimos exaltaram-se mas não houve quaisquer incidentes e centenas de pessoas quiseram ouvir a explicação do Presidente da Câmara Municipal, Vítor Pereira, que garantiu que irá resolver a situação, adiantando que a empresa Transdev “não honrou o contrato celebrado”.

O autarca previu que até dia 30 de agosto a situação esteja normalizada e apontou três objetivos essenciais de concretização, sendo eles, manter a atual cobertura de transportes, alargar a oferta de transportes nas zonas do concelho onde até aqui não havia cobertura de transportes públicos e que hajam mais horários.

Durante a manifestação, a União de Sindicatos exigiu que “os 5 euros, ilegal e imoralmente cobrados aos utentes, lhes sejam devolvidos”; que “as viagens não utilizadas no atual título sejam integralmente transferidas para o novo título de transporte”; que “os horários antes praticados sejam novamente incluídos, para que muita gente depois de um dia de trabalho possa chegar a casa, sendo exemplos o Bairro da Biquinha e Bairro Municipal”; que “as paragens/apeadeiros cortados sejam repostos para que os utentes não tenham de fazer dezenas de metros até à próxima”; que “os aumentos das viagens sejam anulados e que, urgentemente, seja aplicado o PART com a redução de pelo menos 50% no valor dos passes de transportes e assegurar transporte gratuitos aos reformados”.





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