Roberto Borrego volta a vencer nos quads
Pedro Santinho Mendes foi o mais forte nos SSV
A Baja TT do Pinhal entrou para a história do campeonato nacional de todo-o-terreno, com a vitória de Daniel Jordão. Esta foi a 1ª vez que o piloto da Yamaha WR 450 venceu a classificação absoluta de uma prova pontuável para a competição maior da modalidade, em Portugal.
Com 3 dias de corrida, Salvador Vargas foi o 1º a estar em destaque. Aos comandos de uma KTM venceu o prólogo com uma décima de vantagem sobre Domingos Santos (AJP) e assumiu-se como 1º líder da Baja TT do Pinhal.
Contudo, uma queda no 1º setor seletivo fê-lo descer várias posições e Daniel Jordão, que tinha sido 4º no prólogo, acabou o dia na frente da classificação geral depois de ser o mais rápido no 1º setor seletivo.
A partir daí, mais ninguém o incomodou.
Bernardo Megre bem tentou com a vitória no SS2, mas teve de se contentar com o 2º posto final, a 2m41,8s do vencedor.
Salvador Vargas concluiu a sua prestação na prova no 3º lugar.
A vitória de Daniel Jordão foi bem mais difícil e sofrida do que inicialmente previsto. O piloto não evitou um acidente no último setor seletivo e foi a muito custo que conseguiu, não só chegar ao fim, como na 1ª posição da classificação absoluta.
“O dia estava a correr muito bem, apesar do piso estar bastante deteriorado. Tinha muita pedra solta, devido à passagem dos carros. O percurso era muito técnico. Parecia mais enduro do que um raide. Sensivelmente ao km 100, numa subida, bati em alguma coisa, penso que numa pedra.
Sofri uma queda forte, dobrei o guiador e fiz algumas escoriações no braço. Mas consegui voltar à moto e terminar, embora com muitas dores”, explicou o vencedor da Baja TT do Pinhal em motos, alcançando a pontuação máxima para o campeonato nacional e para a Taça FIM de Bajas.
Por classes, Daniel Jordão foi o melhor em TT2, enquanto Megre venceu em TT1. Apesar do último lugar do pódio absoluto, Salvador Vargas foi o mais forte em TT3.
Roberto Borrego voltou a mostrar porque é que é um dos principais nomes da competição em quads no TT, em Portugal.
Aos comandos do seu Yamaha AJ42, o piloto de Ponte de Sor voltou à competição a fazer o que tão bem sabe… ganhar.
Começou por ser o mais rápido no prólogo. Voltou a ficar no topo da tabela no 1º setor seletivo. Com uma vantagem superior a 2 minutos e meio sobre o campeão em título,
Arnaldo Martins.
Com a desistência do seu principal adversário, Borrego viu a sua vida mais facilitada.
Em SS2 limitou-se a gerir, embora tenha gasto mais tempo porque andou “4 ou 5 quilómetros perdido”, explicou.
Luís Engeitado foi o mais rápido. Ganhou 37 segundos mas, mesmo assim, ficou a quase 5 minutos de diferença.
“A seguir à primeira ZA vi os meus adversários mais perto e procurei atacar mais. Depois, o resto da prova foi a atacar e a gerir ao mesmo tempo”, contou Roberto Borrego depois de terminar o setor e ter garantido mais um triunfo na sua carreira.
Na 3ª posição ficou um piloto da Europa Central que está a correr na Taça FIM de Bajas. Juraj Varga chegou depois de Borrego e Engeitado e beneficiou dos problemas que afectaram pilotos como Arnaldo Martins e Filipe Martins para segurar o derradeiro lugar do pódio.
Pedro Santinho Mendes, neto do antigo campeão nacional de TT, António Santinho Mendes, está a seguir as pisadas da família. Não só compete no desporto automóvel, como vence. Foi o que aconteceu na Baja TT do Pinhal.
O jovem piloto foi o mais forte nos SSV e conquistou a vitória com uma vantagem de 3m59,8s sobre Aristides Júnior, que ficou em 2º.
Vítor Santos foi 3º, a quase 5 minutos do vencedor.
Pedro Carvalho começou na frente, ao ser o mais rápido no prólogo. Aí, aquele que viria a ganhar a prova, não foi além do 5º tempo.
No 2º dia de competição, Vítor Santos entrou com o pé direito e tornou-se no 2º líder da categoria na Baja TT do Pinhal.
Mas no final da jornada, era já Pedro Santinho Mendes que brilhava no lugar mais alto do pódio.
Com mais de 170km pela frente, o jovem piloto da zona de Abrantes não deu qualquer margem à concorrência e triunfou.
“Precisávamos desta vitória para a equipa. É importante para nos começarmos a posicionar no campeonato. Os pisos estavam um bocado duros e perdemo-nos. Mas não foi por isso que deixámos de ganhar a corrida. Ainda tivemos um furo, mas não perdemos muito tempo”, sublinhou o vencedor.
Esta ronda, a 2ª do campeonato nacional e também da Taça do Mundo de Bajas, ficou marcada pela exigência dos troços sinuosos desenhados pela Escuderia Castelo Branco na região do Pinhal Interior.
Entre Sertã, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, os concorrentes tiveram de percorrer pistas muito técnicas, como comprovam as médias de velocidade de 60,09km/h nas motos, 61,75km/h nos quads e 60,68km/h nos SSV.


