Querem corrigir preço do gás de botija
Os deputados do PS, na Assembleia da República, querem estabilidade nos preços de gás de garrafa e querem saber se a Autoridade da Concorrência (AdC) já respondeu ao pedido de esclarecimento do Governo sobre esta matéria.
A questão consta de um requerimento, que é subscrito pela deputada Hortense Martins, vice-presidente da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas e eleita pelo circulo de Castelo Branco, em conjunto com outros deputados do PS, e que é endereçado ao gabinete do secretário de Estado da Energia.
No documento, os parlamentares recordam que o gás natural chega apenas a 25% da população nacional, localizada, sobretudo, em grandes centros urbanos.
“A grande maioria dos portugueses são obrigados a recorrer ao gás de petróleo liquefeito, chamado gás de garrafa”, assinalando que “este mercado apresenta diversas anomalias em relação a preços, nomeadamente, em comparação com Espanha, além de uma enorme assimetria a nível regional”.
“Como sabemos é também nas zonas do Interior, onde a dependência deste tipo de energia é mais frequente”, afirma a deputada Hortense Martins e recorda que “foi por decisão do Partido Socialista que a nossa região teve acesso ao gás natural, numa tomada de posição a favor destas regiões, com menor densidade populacional e, desta forma, contribuindo para dar mais condições a estas populações. Ainda assim, fora dos centros urbanos, há muitas pessoas que têm que recorrer ao gás de botija, sendo mesmo de uma enorme injustiça a diferença de preços existente”.
Os socialistas dizem ainda que face a estas evidências, em maio de 2016, o Governo solicitou esclarecimentos à Autoridade da Concorrência.
“Sabemos que no contexto do Orçamento do Estado para o ano de 2017 a regulação deste mercado passou para o domínio da ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, aproveitando as economias de escala com o gás natural”, dizem.
No entanto, gostariam que o Governo esclarecesse se a AdC já respondeu e os termos dessas resposta.
