Reforma da Justiça, com urgência!
Este assunto tabu, já leva décadas de discussão hipócrita. Até parece a «ad eterna» , reforma da segurança social onde os portugueses adormecem velhos, e acordam novos, por Decreto. Na Justiça, excepto a conversa, já saturante, da separação de poderes, alvitrada de quando em vez (em sede de contextos, juridicamente descontextualizados,). Nada mais, com substância teórica há para aditar. Esta doutrina, está minuciosamente explicada, desde 1748 no l` esprit des lois, mas cuja separação de poderes é recorrentemente aludida, e de forma confusa, (por quem entende conveniente baralhar a lógica dos três poderes. Verdade seja escrita, o cerne desta questiúncula, cinge-se à ambição, (constitucionalmente ilegítima), de o 3º Poder, em conivência rasca, com o apelidado 4º Poder, querer fazer a folha aos 1º e 2º Poderes, usurpando-lhes, respectivamente, competências legais, e funções executivas. Aliás, este fenómeno político, não é inovador na Europa. Em anteriores ocasiões, ocorreram tentativas de golpadas constitucionais, que redundaram em aventuras inócuas:A primeira, ocorreu em Itália, onde o procurador de Milão, o juiz António del Pietro,protagonizou, em conluio, e( pela surra), com Tommaso Busceta( um mafioso capo da Cosa Nostra ) , um acordo de comutação de pena, em troca de confissões, algumas hilariantes, sobre transferências e movimentos suspeitos, no Banco Ambrosiano, um banco privado católico, à época controlado pela Loja maçónica P2.Esta azáfama judicial, ficou celebrizada como Operação Mani Pulite( mãos limpas)..Em conse quência, o sistema obscuro e mal instalado, pelos democratas cristãos Aldo Moro, e Giuliu Andreotti, apoiados pelo socialista Bettino Craxi, (década de 90), conhecida pelos anos do arri di ponibo; anos de chumbo), abriu espaço, e poder, à coligação Forza Itália de Silvio Berlusconi,( centro direita),apoiado por Gianfranco Fini( direita), e por Umberto Bossi(Liga Norte).Depois de tanto circo mediático-judicial, assim ficou Itália, até hoje. Volvidos uns anos. Qual efeito endémico), sobe ao palco judicial espanhol, o procurador Baltazar Garzon, um intruso do Direito Internacional Público, que meteu o nariz na política externa, área onde se revelou um autêntico ignorante…Saiu como entrou:Um sagorro espanhol. Por cá, e em período homólogo, reinou Dom Cavaco, um bimbo egocêntrico, que implementou um regime alicerçado em trafulhices, de Caminha, à ponta de Sagres, e cujo resultado, está à vista. O sistema judicial, que funcionava mal, piorou, com o segredo de justiça transformado no segredo do povo. Para compor o ramalhete, rebenta agora o caso Lex, onde os arguidos Rangel& Galante lda, só vieram comprovar que os juízes também são humanos, feitos de carne e osso como nós. Neste enredo, não há lugar para santos, já que o espaço está habitado por pecadores comuns. Caros meritíssimos, não compliquem o que é fácil. O exercício da justiça faz-se com discrição, e na serenidade dos tribunais, com rigor processual nas investigações criminais. Agora, quando juízes vociferam para câmaras de televisão, há algo subvertido no Ministério Público. Em vez de escutar indícios criminais, grava e publica, nos tablóides, mexericos de lana caprina, de gosto grosseiro. Ora vamos lá indagar…!! Este pessoal, está pago para investigar, ou para coscuvilhar…?
Por fim, aproveito a oportunidade para questionar, por onde anda o Presidente dos afectos? Será que esta verdadeira denegação de justiça, empreendida pela própria justiça, lhe passa ao lado…?
CPL
