Esta orquestra faz parte do projeto de revitalização deste instrumento

Esta orquestra faz parte do projeto de revitalização deste instrumento

Esta orquestra faz parte do projeto de revitalização deste instrumento, também chamado Viola de Castelo Branco, dinamizado pela Fundação Inatel.

Há cerca de 13 anos a Viola Beiroa estava quase em vias de extinção. Havia alguns tocadores, como Alísio Saraiva ou Amadeu Magalhães, mas não havia uma estratégia para trazer este instrumento de volta ao meio musical de uma forma consistente.

Assim foi desenvolvida uma linha de investigação/acção, patrocinada pela Fundação Inatel tendo como formadores o Professor Doutor Miguel Carvalhinho e o Mestre tocador de viola senhor Alísio Saraiva. Os cursos começaram de imediato em Castelo Branco, atraindo formandos do concelho de Castelo Branco e da Covilhã. Logo que foi possível um nível aceitável formou-se a Orquestra Viola Beiroa sob o lema “Salvem a Viola Beiroa”. Surgiram, entretanto, publicações no “Youtube” e a Viola chegou à internet. Este “grito” foi também ouvido pela Câmara Municipal de Castelo Branco, que percebendo a importância da revitalização deste instrumento, associou-se de imediato a esta causa.

Como era necessário que a música da Beira Baixa fosse ouvida, tocada pela Viola Beiroa, nos rádios nacionais e divulgada pela população em geral, Miguel Carvalhinho gravou, tendo Custódio Castelo como produtor e Alísio Saraiva como músico convidado, o CD Viola Beiroa que já vendeu cerca de duas mil cópias e já passou na Antena 1 no programa Cantos da Casa de Armando Carvalhêda, na TSF e nas Rádios Locais. O segundo CD chamado “VIVA” foi gravado em 2020 com o apoio do CIPEC, Centro de Investigação Património Educação e Cultura, do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Neste trabalho a Orquestra Viola Beiroa mostra um repertório, tocado e cantado, baseado em recolhas de músicas da Beira Baixa.

Como forma de sistematizar o ensino deste instrumento, foi também editado o Método de Viola Beiroa com edição da Fundação Inatel.

Em 2013 foi criado o primeiro curo de construção de Viola Beiroa permitindo que cada instrumentista construísse o seu próprio instrumento e dando assim início à oficina de construção.

Em 2018 a Associação Recreativa Cultural Viola Beiroa com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco realizou uma candidatura para Certificar o instrumento Viola Beiroa criando para o efeito uma Unidade Produtiva Artesanal, a Albiviola. Assim, atualmente, são construídas em Castelo Branco, na Oficina da Albiviola Violas Beiroas Certificadas.

Em 2022 a escola profissional do Conservatório Regional de Música de Castelo Branco integrou a Viola Beiroa na sua oferta formativa. Para consubstanciar a entrada deste cordofone tradicional o Professor Doutor Miguel Carvalhinho apresentou a tese de doutoramento “Viola Beiroa – Una Perspectiva Pedagógica” na Universidad Autonoma de Madrid.

Em 2023 a nossa Associação foi acolhida na Fábrica da Criatividade onde realiza os ensaios, as aulas de aprendizagem e a construção de instrumentos em oficina.

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