Farmácias apelam ao Parlamento

Farmácias apelam ao Parlamento

Hoje há suspensão por 23 minutos
Nesta quarta-feira, dia 27 de maio, às 15H00, as farmácias vão suspender o seu funcionamento durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”.

A plataforma informática de dispensa das receitas eletrónicas ficará 23 minutos inativa.

Entre segunda e quarta-feira, a linha telefónica 1400 irá esclarecer os cidadãos quanto aos serviços farmacêuticos que terão de ser suspensos por falta de comparticipação do Estado. As chamadas são gratuitas e os portugueses podem continuar a usar esta linha para fazer as suas encomendas de medicamentos.

Com a paragem simbólica de 23 minutos, as farmácias alertam a sociedade portuguesa e o poder político sobre a urgência de medidas concretas para salvaguardar os serviços das farmácias aos portugueses.

Na última década, a rede de farmácias tem sido alvo de uma série de medidas de austeridade que conduziram ao colapso da sustentabilidade económica.

Neste momento, há 702 farmácias alvo de processos de penhora e de insolvência, o que corresponde a 24% da rede.

O Estado tem iniciado várias experiências de serviços farmacêuticos críticos para a Saúde dos portugueses, mas esses processos arrastam-se no tempo, sem decisão ou qualquer investimento público.

Há 250 doentes com VIH-Sida seguidos há 4 anos nas farmácias comunitárias sem que o Estado assuma qualquer responsabilidade por esse serviço.

«A indecisão do Estado deixa os farmacêuticos comunitários entre a espada e a parede. Por um lado, a sua consciência profissional impede-os de deixar de servir um único doente. Por outro, a sobrevivência das farmácias proíbe-os de continuar a prestar serviços gratuitamente, sem qualquer comparticipação por parte do Estado», declara Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF, que reúne 2.750 farmácias.

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