Febre Catarral Ovina

Febre Catarral Ovina

Impactos Severos para os Produtores de Ovinos
A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco alerta que o setor de produção de pequenos ruminantes no distrito de Castelo Branco enfrenta uma grave crise, agravada pela propagação da febre catarral ovina, também conhecida como língua azul.
“Muitos produtores continuam a reportar perdas significativas na produção de leite e um elevado número de abortos nos rebanhos, o que tem gerado danos económicos graves, colocando em risco a sustentabilidade de diversas explorações pecuárias”.

A doença, que afeta os ovinos, tem provocado perdas irreparáveis em várias explorações da região, e situação tende a piorar com a chegada da primavera e as temperaturas mais elevadas.

Além disso, a escalada dos custos de produção, como rações, medicamentos e serviços veterinários, agrava ainda mais a já fragilizada situação financeira dos produtores, deixando muitos à beira da falência.

A produção de ovinos é uma atividade de grande relevância económica nesta região, sendo reconhecida pela qualidade da carne, leite e queijos produzidos.

O setor representa uma importante fonte de rendimento para muitas famílias locais.
Contudo, a combinação dos efeitos da febre catarral ovina e o
aumento dos custos de produção coloca em risco a continuidade dessa atividade vital para a economia rural.

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco manifesta, mais uma vez, a sua profunda preocupação com a gravidade da situação que os produtores enfrentam.

A Associação exige que o Governo reforce as medidas de apoio direto aos produtores afetados por esta epidemia, incluindo
compensações financeiras, para garantir a viabilidade das explorações e a desintectização dos abrigos pecuário, com o objetivo de eliminar os mosquitos vetores da doença. Importa também garantir que os produtores não sejam penalizados na campanha 2026 dos apoios à atividade pecuária porque viram o seu rebanho reduzido devido às mortes provocadas por esta doença.

“É imperativo que o Governo se mobilize de forma eficaz para preservar a produção de ovinos na região, uma atividade secular que não apenas sustenta a economia local, mas também contribui para a
manutenção da biodiversidade e da identidade territorial. Sem um apoio imediato e efetivo, há o risco de uma parte significativa deste setor desaparecer, com consequências irreparáveis para a economia rural e a segurança alimentar”.

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