Música, beleza e espiritualidade no Cineclube Gardunha
A programação de maio do Cineclube Gardunha tem em destaque a música, a beleza e o lado espiritual, em que há 3 sessões em parceria com o Festival Profound Whatever.
No dia 1 de junho, mas fazendo parte desta colaboração que atravessa maio, é incluído um filme musicado. É ainda feita uma homenagem a Bruce Lee, à beleza e graça dos seus movimentos, à sua profundidade espiritual e filosófica, nos 50 anos da estreia em Portugal de um dos seus filmes.
Na programação de maio continua-se a lembrar os 50 anos da Revolução de Abril, desta vez, no restaurante 1º de Janeiro, com comida, bebida e leituras a preceito, num mês em que também se permanece na livraria Livros Tintos, com a autora Marguerite Duras.
Para começar, a 7 de maio, às 21H30, n’A Moagem, celebra Bruce Lee, aquele que é “o expoente máximo do Kung Fu e das artes marciais em geral, mas todo o seu pensamento e teoria são riquíssimos, sendo ele o famoso trecho fundador que ainda hoje inspira muitos praticantes”.
Nos 50 anos da sua estreia em Portugal é projetado o filme “O Dragão Ataca”, um ápice fundamental na sua cosmogonia.
Está presente o historiador Mike Siegel, o mestre do Kung Fu, Wu Xua, que há muito vive em Portugal, e a campeã Mafalda Matos Costa.
A 14 de maio, novamente n’A Moagem, às 21H30, inicia a colaboração com o Festival Profound Whatever, coletivo de músicos que têm em João Clemente o ponto de partida e o elemento agregador.
É exibido o filme “Ennio, o Maestro”, filme súmula e carta de amor ao incomparável maestro que espelhou a sua magia pela história do cinema nos quatro cantos do mundo.
Da batuta de Ennio para a caneta, a mente e a sensibilidade de Marguerite Duras, é realizada uma sessão com leituras e surpresas, no dia 17 de maio, às 21H00, na livraria Livros Tintos, com a exibição de “L’homme atlantique”, em que a imagem é na maior parte do tempo conduzida em negro, com a leitura em off de um longo poema e com breves erupções dos seus atores.
Uma elegia da palavra e do som, numa experiência sensorial e inesquecível.
No dia 25 de maio, às 21H00, a sessão tem lugar no restaurante 1º de Janeiro, com a exibição do filme “O Delfim”, mantendo assim vivo o fogo dos 50 anos do 25 de Abril. Adaptado por Fernando Lopes do romance de José Cardoso Pires, este filme é caraterizado pelo realizador da seguinte forma: “é sobretudo um prodigioso pretexto cinematográfico para entender paixões e emoções, misérias e grandezas de um Portugal agonizante, em plena guerra colonial e com o seu ditador (Salazar) a morrer lentamente, como o País”.
Um filme onde Alexandra Lencastre e Rogério Samora têm os papéis de uma vida.
Há acompanhamento gastronómico condizente com a dramaturgia do filme, bem como leituras do romance de Cardoso Pires, numa sessão ao ar livre.
No dia 28 de maio, às 21H30, n’A Moagem, “o momento de maior comoção, silencia e harmonia”.
Em 2022, ciente da proximidade da sua morte, Ryuichi Sakamoto reuniu as suas forças para deixar um último concerto, apenas ele e o seu piano, sem palavras, contando como foi a sua vida através da música.
Momento que surge na colaboração Festival Profound Whatever, é exibido o filme-concerto “Ryuichi Sakamoto – Opus”.
Como prelúdio há um pequeno momento musical pelo grupo Infinito Paisagem.
No final da colaboração com o Festival Profound Whatever, no dia 1 de junho (Dia Mundial da Criança), excecionalmente, às 22H30, n’A Moagem, há uma sessão musicada ao vivo pelos Made of Bones, com uma obra-prima do cinema mudo, “Ménilmontant”, do cineasta russo-francês Dimitri Kirsanoff.
A entrada é livre.
Faça a reserva do seu lugar através do e-mail [email protected] ou do contacto telefónico 275 773 032.
