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Exposição de Pedro Chorão na Moagem
A inauguração da exposição de pintura “Desenhos”, de Pedro Chorão, realiza-se, este sábado, dia 10, às 17H00, n’ A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no .

Filho do arquiteto fundanense Raul Chorão Ramalho, Pedro Chorão nasceu em Coimbra, em 1945. Estudou biologia na North East Liverpool Technical College, entre 1963 e 1967 e começou a interessar-se pela pintura quando tinha mais de 20 anos de idade.
Em 1967 fixou-se em Paris, onde frequentou o curso de História de Arte e Arqueologia na École du Louvre e na École Pratique de Hautes Études, Sorbonne. Entre 1968 e 1972 fez o serviço militar obrigatório, em que passou dois anos em Cabo Verde.

A sua paixão pela pintura intensificou-se após o regresso a Lisboa, onde procurou ter lições de amigos do pai, nomeadamente, Luís Dourdil e António Dacosta.
Expôs pela 1ª vez em 1975, licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1976 e, nesse ano, partiu para Paris como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo regressado a Portugal em 1977.

Dois anos mais tarde iniciou a carreira como professor no Ensino Secundário e a partir daí desenvolveu o seu percurso artístico com maior regularidade ao longo dos anos, com participação em inúmeras exposições coletivas e individuais.

Em 2016, no âmbito de duas exposições, selecionaram obras dos seus mais de 40 anos de carreira, foi publicado o catálogo “Pedro Chorão: o que diz a pintura – obra 1971-2016”, que permite uma visão abrangente do seu percurso artístico.

Herdeira de uma multiplicidade de referências, a pintura de Pedro Chorão localiza-se na fronteira entre abstração e figuração. Para Paulo Henriques, “à data da sua primeira exposição individual, com trinta anos, o artista tinha já um discurso plástico bem estruturado numa apologia de elementaridades expressivas, desenvolvida de grande coerência (…): a preferência por materiais pobres, pela austeridade dos gestos de registo e mesmo pela escolha dos elementos visuais capazes de dar visibilidade ao núcleo central da sua poética – a evocação abstrata do espaço através das geometrias dos planos de pintura, das profundidades das manchas de cor e das atmosferas da luz. Um olhar retrospetivo revela-nos uma estrutura longamente sedimentada”.

Com curadoria de Pedro Novo e design de Hugo Landeiro Domingues, esta exposição pode ser visitada até dia 3 de março de 2019, de terça-feira a domingo, entre as 14H00 e as 17H30.
A entrada tem o custo de 1 euro.

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