Fundão

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Cineclube Gardunha
O mês de março tem como vetor principal a música, com escolhas variadíssimas, tanto nos géneros musicais, como nas formas cinematográficas.

Logo a abrir, a 1 de março, várias homenagens: a um dos maiores génios do período clássico da música, Johann Sebastian Bach; e ao recente falecido Jean-Marie Straub, que, com a sua esposa, Danièle Huillet, construiu uma das obras mais coerentes, revolucionárias e fascinantes do chamado cinema moderno.

A Pequena Crónica De Anna Magdalena Bach, de 1968, é uma pérola inesgotável.
A anteceder a sessão, 6 Bagatelas, de Pedro Costa, «seis cenas que Pedro Costa deixou de fora da montagem final de Onde jaz o teu sorriso? rodado durante a montagem de SICILIA!, com Jean-Marie Straub e Danièle Huillet em trabalho e na intimidade.» Esta sessão terá apresentação de Carlos Fernandes (diretor da ARS Investigação e Desenvolvimento).

Os Mata-Ratos são uma das mais lendárias bandas do punk português e para comemorar os seus 40 anos deram um incrível concerto no Octógono, no . Patrick Mendes filmou tudo e fez um filme que agora poderemos fruir.
O vocalista Miguel Newton, que se mudou recentemente para a Fatela, irá apresentar a sessão.

Na mesma sessão, Patti Smith. Outra lenda inclassificável do punk, do rock, da poesia, com uma sensibilidade extremada, deu origem a um filme de Sophie Peyrard e Anne Cutaia.

Teremos uma viagem alucinante pela sua vida e um desfile de ícones e da História do seu tempo até aos dias de hoje. Patti Smith, Poeta do Rock é o raccord provável ou improvável, certamente ousado, com Mata-Ratos ao vivo no Octógono – .
Será dia 8, que é o Dia Internacional da Mulher, e Patti é uma força da natureza!

No terreno do hip-hop, a dia 15, um documentário sobre as fundações e o nascimento desse estilo ainda tão novo na cidade do Porto e de Gaia. Não Consegues Criar o Mundo Duas Vezes chega-nos pelas mãos de Catarina David e Francisco Noronha e traz-nos testemunhos de pioneiros como os Mind da Gap ou os Dealema, que «recordam uma época em que a amizade gerava criatividade, e vice-versa». Teremos um vídeo de apresentação preparado pelos realizadores.

E para fechar o tema da música, a dia 29, nada melhor do que aquele que é porventura o mais musical e cósmico filme da história do cinema – 2001, Odisseia No Espaço, de Stanley Kubrick. O passado, o futuro, o presente e o destino do homem, os planetas e o espaço sideral, bailam ao sabor das notas de Richard Strauss ou de György Ligeti.

*Já fora da música, ou não, e continuando a rubrica Cine Gardunha acolhe, no dia 18 de Março, pelas 16 horas, na Casa do Bombo, em Lavacolhos, “Santa Luzia”, um filme-montagem de Ricardo Paulouro, com banda sonora de João Clemente, a partir de imagens de arquivo do concelho do dos anos 50 e 60 do século passado. Neste objecto fílmico, que é um documento histórico de grande relevância, podem ver-se as primeiras imagens em movimento conhecidas da Romaria de Santa Luzia, em 1963, bem como dos Bombos de Lavacolhos ou do Rancho de Silvares.

Os excertos dos filmes apresentados foram produzidos pela Firma Cassiopeia Filmes, de Armando Paulouro.

Este filme-documento digitalizado ficará acessível ao público na Casa do Bombo, em exposição permanente, e as películas originais permanecerão depositadas no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), da Cinemateca Portuguesa, para preservação, conservação e posterior restauro e digitalização, no contexto de uma doação de Ricardo Paulouro ao Município do .

E seguindo com o 2º volume de Os Mestres Japoneses Desconhecidos, veremos no dia 22 Johnny Coração De Vidro, de Koreyoshi Kurahara.

Um filme baseado em La Strada de Federico Fellini que é mais uma joia resgatada pelo programador Miguel Patrício e pela The Stone and the Plot.

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