Cineclube Gardunha
“Cinema, jornalismo e liberdade” é o mote para abril no Cineclube.
Em 12 de abril, na Moagem, A Caça, de Manoel de Oliveira, uma potente alegoria de um Portugal paralisado e a caminho do abismo. Obviamente, teve problemas com a censura salazarista.
Ursos Não Há é a última obra, arrancada a ferros, do iraniano Jafar Panahi, que recentemente esteve preso por novamente defender em voz alta os valores da liberdade. É mais um filme feito clandestinamente, como que para dar notícias ao mundo de um país distante e manipulado.
Na colaboração com o Jornal do , 2 filmes em que o jornalismo e a comunicação estão em 1º plano.
Com sessões às quintas-feiras, às 21H30, no dia 13, uma das grandes obras-primas do cinema americano e de Sidney Lumet. Como diz a sinopse «Escândalo Na Televisão é uma obra mordaz e fundamental de Sidney Lumet (com argumento de Paddy Chayesfky) sobre a comunicação, a política e o nosso consumo de imagens neste mundo, com destaque, igualmente, para um elenco em estado de graça».
No dia 20, no 2º filme desta colaboração, a sessão pé no Alcaide, na Casa Cunha Leal. Encontro marcado com um dos grandes rebeldes do cinema americano: Sam Fuller. Park Row, o filme favorito deste realizador que se considerava um homem do jornalismo e da liberdade, é a história de «um jornalista idealista que, desgostado do jornal onde trabalha, decide fundar o seu próprio jornal para praticar uma informação isenta de manipulações.»
O 25 de abril é celebrado, em Lavacolhos, naCasa do Bombo,pelas 15H00.
As Armas E O Povo é um filme coletivo com a participação na produção e na realização de nomes como Acácio de Almeida, José Fonseca e Costa, Eduardo Geada, Fernando Lopes, António de Macedo, ou Glauber Rocha, entre muitos outros.
«É o mais célebre filme da revolução portuguesa. Rodado durante a semana entre o 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974, junta as grandes movimentações de massas aos discursos de Mário Soares e Álvaro Cunhal e a libertação dos presos políticos às entrevistas de rua conduzidas pelo cineasta brasileiro Glauber Rocha.»
E para fechar este tema, nada melhor do que regressar ao auditório do Teatro Clube de Alpedrinha com uma sessão dupla: Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço é um exemplo maior «do cinema que não se podia ver em Portugal antes de 25 de abril de 1974 e que sofreu a imposição de cortes censórios que lhe impediram que estreasse».
Já Cenas de Luta de Classes é um dos filmes que o americano Robert Kramer veio filmar a Portugal e é um documento único sobre o país que existiu antes da revolução. «À época em Portugal, houve quem pensasse em ressuscitar a censura para proibir o filme.» Contamos com todos para celebrar estes valores.
