Ginecologia-Obstetrícia e Pediatria são especialidades em risco de desaparecer c

Ginecologia-Obstetrícia e Pediatria são especialidades em risco de desaparecer c

Ginecologia-Obstetrícia e Pediatria são especialidades em risco de desaparecer com urgência assegurada “exclusivamente por tarefeiros”

Duas especialidades que “estão por um fio” no hospital de Portalegre, ou seja, correm o risco de desaparecer.

O presidente da Ordem dos Médicos (OM) de Portalegre, Hugo Capote, diz estar “particularmente preocupado” com estas especialidades que, segundo afirma “estão em fase pré terminal”.

Em entrevista à Rádio Portalegre, o mesmo responsável acrescenta que “a Ordem sabe que as escalas de urgência destas especialidades são asseguradas, exclusivamente, por tarefeiros”.

Segundo Hugo Capote os médicos pediatras e ginecologistas que asseguram o serviço, no hospital de Portalegre, dois em cada especialidade, “já há muito tempo que passaram a idade para deixar de fazer o serviço de urgência”.

O médico sublinha que “há mais de 20 anos que não há renovação dos quadros destas especialidades” o que coloca o problema ao nível da própria sobrevivência destes serviços.

De notar que estas são especialidades exclusivas do hospital de Portalegre, no que diz respeito à área de abrangência da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), que engloba os 15 concelhos do distrito de Portalegre.

Hugo Capote falava à Rádio Portalegre depois do encerramento do Serviço de Urgência de Obstetrícia do hospital de Portalegre, entre as 05:00 da madrugada de quarta feira e as 08:00 da manhã desta sexta feira, devido à falta de profissionais para assegurar o funcionamento do serviço.

De acordo com o presidente da OM de Portalegre esta é uma situação recorrente, uma vez que “há mais de um ano que, praticamente todos os meses há períodos em que a maternidade está fechada, o que não deixa de ser um sinal da falta de importância politica que Portalegre tem a nível nacional”.

O médico explica que quando a maternidade está fechada está em plano de contingência, uma vez que, de acordo com as regras que a Ordem Dos Médicos estipula, para que as maternidades possam funcionar o serviço tem que ter dois obstetras escalados, o que significa que grávidas em trabalho de parto, ou que possam evoluir para trabalho de parto são encaminhadas para maternidades que estejam a funcionar.

Segundo fonte da ULSNA, no período em que a Urgência de Obstetrícia esteve encerrada foram atendidas na especialidade um total de sete grávidas e não houve necessidade de encaminhamento para outros hospitais.

Fontr: Rádio Portalegre

VER NO FACEBOOK