Quase 40% de abandonos de animais nas férias
Férias de verão concentram quase 40% dos abandonos de animais e a recorda que o abandono de animais é crime
No âmbito do Dia Internacional do Animal Abandonado, que se assinala no dia 15 de agosto, e uma vez se aproxima o período de férias prolongadas, a Guarda Nacional Republicana alerta para a importância da adoção responsável e para as consequências criminais do abandono e dos maus-tratos a animais de companhia.
Entre 2024 e o 1º semestre de 2026, a atividade de fiscalização e investigação da Guarda resultou no registo de mais de 2.400 crimes e na detenção de 28 pessoas em todo o território nacional.
Atendendo a que o período de verão corresponde, tradicionalmente, à época do ano em que se verifica um maior número de casos de abandono de animais de companhia, a relembra que a adoção constitui um compromisso permanente, pelo que o abandono nunca poderá ser encarado como uma solução.
Da análise às ocorrências registadas na área de responsabilidade da Guarda resulta que os canídeos e os felídeos são as espécies mais afetadas por este fenómeno.
Os meses de julho e agosto concentram o maior número de ocorrências, com 142 casos (38,1% do total anual), realidade frequentemente associada às deslocações e ausências prolongadas durante as férias.
A salienta que perante a impossibilidade temporária de manter o animal durante as férias, existem atualmente alternativas seguras (como alojamentos próprios ou apoio familiar), não sendo o abandono uma opção aceitável.
A Guarda relembra que o abandono e os maus-tratos a animais de companhia são crimes puníveis por lei, sublinhando que a decisão de acolher um animal implica responsabilidade e cuidados contínuos.
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