A GNR deteve, em flagrante delito, um homem de 60 anos, no concelho da Sertã, por cultivo de estupefacientes e apreendeu cerca de 2.600 plantas de canábis, várias armas e munições, entre outros objetos.
“O homem vivia sozinho, numa zona isolada, no concelho da Sertã, e atuava com toda a tranquilidade. Ele utilizava mais do que um terreno para produzir as plantas [canábis]. Não tinham nenhuma estufa”, afirmou hoje à agência Lusa o capitão Celso Marques, comandante do Destacamento Territorial da Sertã.
A detenção foi realizada por militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Sertã, na quinta-feira.
A GNR atuou após informações recolhidas sobre o suspeito, tendo deslocado ao local uma patrulha de militares do Destacamento da Sertã.
“Fomos lá confirmar e não estávamos à espera de encontrar tanta quantidade. Ter 2.600 plantas [de canábis] não é comum”, frisou o capitão Celso Marques.
O Comando Territorial de Castelo Branco, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Sertã, ontem, dia 1 de setembro, deteve um homem de 60 anos por cultivo de estupefacientes e apreendeu cerca de 2 600 plantas de canábis, no concelho da Sertã.
No âmbito de uma investigação por produção e cultivo de canábis, os militares da Guarda apuraram que o suspeito possuía diversas plantações junto da sua residência. Após diligências policiais, foram efetuadas buscas à residência, bem como aos terrenos anexos onde estava o produto estupefaciente, tendo sido possível apreender as plantas de canábis.
No decorrer da ação, foi ainda apreendido diverso material, destacando-se:
Cerca de 2 600 plantas de canábis, com alturas entre 1,50 e 4,00 metros;
Três caçadeiras;
Uma arma de ar comprimido;
Uma pistola de alarme;
Três cartuchos;
Um punhal;
Uma balança de precisão;
Um motor de rega.
Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Sertã.
Segundo o comandante do Destacamento da Sertã, o homem fazia o cultivo e tratava da plantação “de uma forma natural”.
“Pelo que sabemos ele atuava sozinho e morava sozinho. Pelas quantidades apreendidas deve haver aqui algum comércio ilegal e revenda do produto, nem que seja a nível local”, salientou.
Uma vez que a detenção do homem decorreu em flagrante delito, os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Sertã para baixar a inquérito e a investigação vai continuar a decorrer.
