Governo isenta portagens nas zonas afetadas pela depressão Kristin a partir da m

Governo isenta portagens nas zonas afetadas pela depressão Kristin a partir da m

Governo isenta portagens nas zonas afetadas pela depressão Kristin a partir da meia-noite

O Governo vai isentar o pagamento de portagens durante uma semana nas zonas afetadas pela depressão Kristin, com a medida a entrar em vigor a partir da meia-noite, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma visita às áreas mais atingidas, no distrito de Leiria.

A decisão abrange troços das autoestradas A8, A17, A14 e A19, localizadas em regiões severamente afetadas pelo mau tempo. O anúncio foi feito durante uma visita a uma empresa em Pombal.

Recorde-se que o Governo já tinha admitido, na segunda-feira, estar a avaliar a isenção de portagens nas zonas afetadas, tendo prometido uma solução em poucas horas. A concessionária Brisa manifestou também abertura para a aplicação da medida.

“Estamos a avaliar e, nas próximas horas, traremos uma solução, com certeza”, afirmou Luís Montenegro à saída de uma reunião realizada na segunda-feira em Leiria, na qual participou igualmente o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.

O encontro contou ainda com a presença de vários secretários de Estado, representantes de construtoras e associações empresariais, da CCDR Centro, comunidades intermunicipais, da IAPMEI, dos presidentes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e do responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin.

A decisão surge na sequência de vários pedidos por parte de autarquias. O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou a isenção imediata das portagens no troço da A8 que serve o concelho, entre Marinha Grande e Leiria. No mesmo sentido, a Câmara de Montemor-o-Velho solicitou a suspensão temporária do pagamento de portagens na A14, enquanto se mantiverem os condicionamentos rodoviários.

Desde a semana passada, o mau tempo provocou dez vítimas mortais, segundo dados das autoridades. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à depressão Kristin, enquanto a Câmara da Marinha Grande confirmou uma outra vítima mortal. Aos óbitos somaram-se ainda quatro mortes adicionais, relacionadas com quedas de telhados durante reparações e casos de intoxicação por geradores.

Entre as principais consequências do temporal contam-se a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, cortes e condicionamentos de estradas, perturbações nos transportes — em especial na ferrovia —, encerramento de escolas e falhas no fornecimento de energia, água e comunicações. O mau tempo provocou ainda centenas de feridos e desalojados.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são os mais afetados. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode atingir 2,5 mil milhões de euros.

Fonte : Lusa
Foto: Infraestruturas de Portugal

VER NO FACEBOOK