Incendiarismo é a principal causa dos maiores fogos do século em Portugal

Incendiarismo é a principal causa dos maiores fogos do século em Portugal

Portugal atravessa um dos piores anos deste século no que toca à área ardida por incêndios florestais. Só em 2025, já se registaram seis incêndios com mais de 10 mil hectares, colocando o ano como o quarto mais grave desde 2000 — e ainda faltam dois meses críticos para fechar a época de fogos.

De acordo com o relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), atualizado a 23 de agosto, o país enfrentou o maior incêndio de sempre, em Arganil, que devastou mais de 64 mil hectares. Poucos dias depois, o concelho de Trancoso (Guarda) foi palco do terceiro maior fogo registado em território nacional, com 49.324 hectares destruídos.

No total, desde o início do século, 37 incêndios de grandes dimensões (com mais de 10 mil hectares) atingiram Portugal continental. Entre 2011 e 2020, período em que há mais dados sobre as causas, o incendiarismo foi o principal motivo destes desastres, responsável por quase 8 dos 17 grandes fogos. Seguem-se os reacendimentos, os fenómenos naturais, sobretudo raios, e ainda a negligência ou acidentes ligados a atividades humanas.

Exemplos marcantes incluem o incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017, causado por descargas de uma linha elétrica, e o da Lousã, também nesse ano, em outubro, igualmente associado à rede elétrica. Já o fogo de Tavira (Cachopo), em 2012, teve origem em partículas em combustão junto de um parque eólico.

Há ainda registo de incêndios provocados por tempestades secas, como os de Chamusca (2003), Góis (2017) e Piódão (2025).

Fonte: Observador
Foto: Arquivo BBTV

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