Hortense Martins alarga horizontes na Saúde
Hortense Martins apelou à nova ministra da Saúde, Marta Temido, para que veja a dimensão dos territórios na hora de decidir o financiamento a atribuir às Unidades de Saúde, “porque não ponderar a área territorial e não só a capitação [número de pessoas]?”, interrogou.
A deputada do PS eleita por Castelo Branco falava no Parlamento, numa audição com o Ministério da Saúde, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2019 na especialidade, e lembrou que vive num dos maiores distritos (o 4º com maior área) do País.
“São mais de 6 mil km2”, precisou, uma questão que diz não ser de somenos para a prestação de cuidados de saúde às populações e que se reflete no esforço e exigência das unidades de saúde, ao nível da sua gestão.
A área, a falta de transportes e o envelhecimento da população influenciam e condicionam de forma decisiva a prestação de cuidados de saúde, defendeu a parlamentar.
A deputada chamou à atenção do novo elenco governativo para a necessidade de continuar a investir nas unidades de saúde do Interior, nomeadamente, no distrito de Castelo Branco, que representa.
E saudou, ainda, o Governo pelo anúncio da criação da Unidades de Cardiologia de Intervenção e para que se avance com a Medicina Nuclear no Centro Hospitalar da Cova da Beira.
A deputada apelou mesmo à nova ministra para que se empenhe “numa saúde que chegue a toda a população”.
Lembrando o investimento que está a ser feito em parceria com a Câmara, no que respeita à Urgência, e aos Centros de Saúde de Penamacor e da Sertã, a socialista deixou um apelo para que o Governo concretize o investimento, já anunciado, no bloco operatório do Hospital Amato Lusitano de Castelo Branco, o quanto antes.
O secretário de Estado Ajunto e da Saúde, Francisco Ramos, não só concordou como garantiu que Castelo Branco continuará a ser uma prioridade, bem como a Cova da Beira e o Interior.
“A criação da escola médica na Universidade de Beira Interior é um sinal disso e se o queremos, temos de dar condições, quer ao Centro Hospitalar de Cova da Beira, quer à Unidade Local (referindo-se a ULS de Castelo Branco] para se desenvolverem”, assegurou.
