José Luís Varandas Soares, a história de uma vida em contato com a natureza, em que, desde criança, começou por seguir os passos do seu Pai, pastor de profissão em terras de Penamacor, vila onde nasceu.
Aos 13 anos, veio para Castelo Branco, estudou, concluiu o curso comercial e foi empregado de escritório.
No entanto, a paixão pela atividade campestre estava no seu ADN, como nos conta nesta entrevista.
BEIRA BAIXA TV – Estamos perante um homem que se dedica às atividades inerentes com o mundo da natureza e ao seu trabalho.
JOSÉ LUÍS VARANDAS SOARES – Assim acontece. Na Quinta do Vale do Romeiro (junto ao Estádio Municipal), onde nos encontramos, é efetivamente o meu mundo, aqui, para além de estar no campo, tenho um espaço com vários equipamentos de ordenha.
BEIRA BAIXA TV – Pelo que supomos, o Soares, começa a trabalhar bastante cedo.
JOSÉ LUÍS VARANDAS SOARES – Olhe, eu considero-me uma pessoa daquelas que denominam como “sem sono”, ou seja um cidadão “fora de horas”, porque, a qualquer momento, seja de dia ou de noite, sou chamado para reparar ou dar assistência a uma máquina de ordenha, pelo que, tenho mesmo que estar sempre pronto para resolver as situações técnicas.
BEIRA BAIXA TV – Na gíria campestre, diz-se que, quem gosta do campo e da vida animal, que o homem fala com os animais e desabafa com a natureza. É verdade?
JOSÉ LUÍS VARANDAS SOARES – Tem razão, já me aconteceu algumas vezes. Sabe há momentos na nossa vida, em que essa atitude de nos relacionarmos com essa simbiose, é uma das soluções para a nossa tranquilidade.
BEIRA BAIXA TV – Estamos quase no final da nossa conversa. Mas esta pergunta é inevitável. O Soares é considerado uma pessoa que ao longo dos anos granjeou vários amigos, e no final do dia, juntam-se num espaço desta quinta para o tal petisco reconfortante, tão apetecível após o trabalho.
JOSÉ LUÍS VARANDAS SOARES – Embora não seja todos os dias, evidentemente, sim, sabe sempre bem, estarmos com quem gostamos e conviver saudavelmente.
