Jovem albicastrense foi um dos seis portugueses a participar no “ConSIMium 2026” em Bruxelas
Seis estudantes universitários portugueses participaram, entre os dias 5 e 6 de fevereiro, em Buxelas, no “ConSIMium 2026”, uma simulação oficial promovida, desde 2023, pelo Secretariado-Geral do Conselho que permite aos participantes experimentar na prática o processo de tomada de decisão europeia ao nível do Conselho da União Europeia e do Conselho Europeu. Um dos participantes foi Dinis Gonçalves, natural de Castelo Branco.
Durante a simulação, os estudantes assumiram diferentes papeis, como chefes de
Estado/governo, ministros, embaixadores, peritos nacionais ou jornalistas, e foram
desafiados a representar os interesses do seu país, articular posições comuns, preparar decisões legislativas e participar em reuniões formais e informais.
A iniciativa ofereceu uma compreensão realista de como se equilibram interesses nacionais e europeus, como se constroem compromissos e negociações políticas e de que forma dinâmicas humanas, confiança e diplomacia pessoal influenciam decisões que moldam o futuro da Europa.
Além disso, proporcionou um ambiente multicultural colaborativo, incentivando o
intercâmbio de ideias, o desenvolvimento de competências de liderança e negociação e aproximando os estudantes da realidade das instituições europeias.
Nesta edição 2026, a delegação portuguesa contou com seis participantes: o albicastrense Dinis Gonçalves, 21 anos, Licenciatura em Estudos Europeus, Universidade de Coimbra; Tiago Gomes, 24 anos, Mestrado em Ciência Política, Universidade do Minho; Bernardo Bonifácio, 21 anos, Licenciatura em PPE, Universidade Católica Portuguesa Lisboa; António Sanches, 25 anos, Mestrado em Relações Internacionais, Universidade da Beira Interior; Leonor Martins, 19 anos, Licenciatura em Línguas e Relações Internacionais, Universidade do Porto; Mariana Loureiro, 23 anos, Mestrado em Economia Internacional e Estudos Europeus, Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade de Lisboa.
Dinis Gonçalves atuou como perito nacional, analisando propostas legislativas antes de estas chegarem aos embaixadores e depois aos ministros e negociando com representantes dos restantes Estados-Membros, reunindo informação essencial para sustentar as posições portuguesas.
Dinis Gonçalves explica que a simulação foi fundamental para entender como o
processo decisório europeu se constroi a partir do trabalho técnico e da negociação contínua entre os peritos nacionais, “até porque muitas vezes as pessoas não têm noção de que as decisões políticas do Conselho começam a ser moldadas precisamente a partir destes grupos de trabalho”.
O albicastrense avalia a iniciativa em Bruxelas como uma oportunidade para encarar com boas perspetivas a possibilidade de uma carreira futura ligada às instituições europeias, para além de todos os conhecimentos académicos adquiridos, que procurará aplicar na sua próxima etapa universitária.
