"Juntos, faremos desta manifestação um acontecimento ímpar

"Juntos, faremos desta manifestação um acontecimento ímpar

“Juntos, faremos desta manifestação um acontecimento ímpar, de verdadeira dimensão nacional” – PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI

Chama-se: “O interior não está à venda – Não às mega centrais solares” e é a causa que a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional vai levar a Lisboa, no dia 31 de janeiro, numa luta que a Plataforma pretende que se transforme numa manifestação nacional, e que acontecerá um dia após a entrega da petição pública: “Salvem a Beira Baixa – Parem as mega centrais solares”.

Depois do chumbo, pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente, do Projeto da Central Fotovoltaica da Beira, a expetativa desta Plataforma é que o Projeto Sophia tenha o mesmo destino.

Esta é a entrevista à Beira Baixa TV.

BBTV – O que a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional espera com a manifestação nacional de 31 de Janeiro, em Lisboa, e com a petição pública: “Salvem a Beira Baixa”? Qual a expetativa?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “A nossa expectativa, é a mobilização da Beira Baixa: da população,entidades e todos os que se revêem na defesa da Beira Baixa contra estes mega projetos solares, que põem em causa a qualidade de vida e a saúde das populações, a actividade económica, desde o turismo, agricultura, floresta, caça, criação de gado, ambiente etc.
Estendemos também o convite a movimentos cívicos de todo o país que enfrentam problemas semelhantes — sejam eles mega centrais solares, parques eólicos ou explorações mineiras. A luta deles é também a nossa. Juntos, faremos desta manifestação um acontecimento ímpar, de verdadeira dimensão nacional”.

BBTV – Este será, nas vossas palavras, “um momento decisivo”?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “Sim, antes da decisão da APA sobre o Projeto Sophia. Mas não só: queremos usar esta força da sociedade civil para exigir uma transição energética verdadeiramente ecológica e justa, onde estes mega projectos em áreas naturais e rurais nao possam acontecer”.

BBTV – A petição conta, atualmente, com quantas assinaturas válidas?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “Atualmente, há 18.289 assinaturas, das quais 1179 ainda não têm BI/CC, portanto inválidas”.

BBTV – A Agência Portuguesa do Ambiente – APA, voltou a chumbar a Central Fotovoltaica da Beira. Como a Plataforma recebeu esta decisão?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “Como uma boa notícia! Mas esta caminhada está, ainda agora, a começar, pois estão previstos mais projetos, para além dos que já foram aprovados”.

BBTV – Este chumbo não é, no entanto, suficiente para a Plataforma? O que pretende?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “Que as autarquias bloqueiem os seus Planos Directores Municipais, para evitar este tipo de crimes ambientais e sociais, e que o governo e a União Europeia mudem a sua estratégia para uma transição que seja coerente com a proteção da saúde e qualidade de vida do ambiente e da biodiversidade destas zonas rurais, que se aposte na eficiência e na produção descentralizada”.

BBTV – Qual a expetativa relativamente ao Projeto Sophia?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “Não pode avançar”.

BBTV – Até onde vão levar esta luta?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “Até onde for necessário, tribunais nacionais e europeus, ações de bloqueio nos terrenos, campanhas activas contra a BP. Tudo faremos para proteger a Beira Baixa”.

BBTV – A quem, na opinião da Plataforma, servem estes projetos?

PLATAFORMA DE DEFESA DO PARQUE NATURAL DO TI – “A grandes e algumas multinacionais que tentam “esverdear” a sua actividade, como é o caso da BP, que tem causado graves impactos ambientais e sociais em várias regiões do mundo quando, na realidade, provocam poluição atmosférica, desflorestação, derrames de petróleo, etc”.

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