Legislativas

Legislativas

“O estado deste Interior é de calamidade pública” diz o CDS
Os candidatos do CDS-PP às Eleições têm-se desdobrado em visitas e contactos com as estruturas partidárias, populações e instituições públicas e privadas, com vista a inteirar-se, in loco, das necessidades e anseios.

O trabalho de campo “tem sido duro, mas profícuo, dado que nos permitiu não só constatar o que já tinha sido identificado pelo partido como sendo as principais necessidades de intervenção previstas no seu programa, mas sobretudo ter conhecimento, de facto, do real e efetivo abandono a que têm sido votados o nossos Territórios e Gentes, quer pelas instituições quer, sobretudo, pelos “pseudo” deputados que se fazem eleger neste circulo eleitoral, e que pura e simplesmente, ignoram as fabulosas pessoas que cá resilientemente vivem, e desdenham os magníficos locais e territórios que, a natureza e a história, nos permitem ter hoje o privilégio de usufruir”.

A comitiva centrista revela que “visitamos aldeias fabulosas, mas sem vida, com muito poucos habitantes e onde nem um café ou mercearia existe; Idosos que vivem isolados naquelas aldeias, sem carro ou forma de chegar à localidade mais próxima que não seja chamar um táxi e gastar com isso, num único dia, parte substancial da sua reforma. Localidades onde apenas passa um transporte, de manhã cedo, muitas vezes apenas uma vez por semana. Terras onde a única coisa que se pode comprar é o pão que o padeiro ali leva em alguns dias da semana”.

Diz o CDS que “encontrámos Corporações de Bombeiros que respondem a fogos debaixo de uma hierarquia confusa e muitas vezes inoperante e hectares e hectares de terra abandonada por causa do pernicioso círculo vicioso da ausência de pessoas, ausências de investimentos, ausência de empresas e de emprego, migração dos jovens, envelhecimento das populações e desertificação e despovoamento… O estado deste nosso interior é de calamidade pública e necessita, urgentemente, que se reconheça e se aja em conformidade”

Para os centristas “é necessário que se reconheça e declare o estado de emergência territorial e demográfico deste Interior e se implementem as medidas excecionais previstas no programa do CDS-PP para o Interior, a nível fiscal, social e, sobretudo, económico e de emprego”.

O CDS propõe para o Interior “um pacote de medidas extraordinárias
Com a criação de uma “Zona económica especial” a negociar com Bruxelas para as empresas que estejam e se estabeleçam no Interior, com um IRC de 10% e uma redução do IRS praticado no resto do Pais para as pessoas residentes.

Que os custos de todos os transportes sejam deduzidos em sede de IRS quer para as empresas, quer para as pessoas.

Dedução total dos lucros que sejam reinvestidos no Interior por empresas instaladas no Interior e aqui criam postos de trabalho.

Aumentar a dedução em despesas com a educação e a saúde para quem vive no Interior.

Na agricultura como forma de defender o território, propomos execução integral dos programas comunitários, com apoio eficaz na apresentação de projectos e sobretudo com resposta e pagamento atempados.

Defender a constituição de seguros flexíveis e abrangentes para os agricultores.

Reduzir o custo da fatura elétrica do regadio, rever e melhorar as condições do regadio existente e sua ampliação.

Criar redes de ligação entre os pequenos agricultores para colocação de produtos e atrair os jovens para o setor agrícola.

Melhorar o acesso dos jovens agricultores ao crédito, valorizar o produto final e promover a sua internacionalização.”

VER NO FACEBOOK