Mal-estar instalado na paróquia da cidade do Fundão: acusam padre de ter aumentado o próprio ordenado e não apresentar receitas de peditórios
Elementos do anterior Conselho Económico falam em alegadas irregularidades. Padre responde que contas foram prestadas a tempo
“Queremos alertar os paroquianos para a conduta do padre Valter Salcedas”, afirmam José Prazeres Joaquim e Maria do Carmo Nogueira, tesoureiro e secretária do anterior Conselho Económico da Paróquia do Fundão, que se mostram “indignados” com determinadas atitudes do pároco.
Em queixa enviada ao bispo D. Manuel Felício e à Diocese da Guarda, acusam o padre de tomar decisões “prescindindo presunçosamente” da opinião do órgão que trata dos assuntos económicos. Alegam que aumentou o seu ordenado em mais 25% e que “não apresentou” os montantes de dois peditórios (missões 593,66 euros e seminários 333,29 euros) para serem contabilizados. Queixam-se de que o padre “não entregou à Paróquia pelo menos um terço das receitas das missas plurintencionais” e de ter procedido ao “aumento das taxas/tabela da Paróquia”, algumas delas em “mais de 50%”.
O mal-estar arrasta-se desde setembro de 2021, quando Valter Salcedas substituiu o padre Hélder Lopes, enviado para Roma. Até então, lembram que “o dinheiro das missas e peditórios era contabilizado e depositado na conta bancária da Paróquia, tal como o valor relativo a casamentos, batizados ou certidões de nascimento”.
Fonte: Jornal do Fundão
