A pianista Maria João Pires foi a convidada surpresa da primeira edição do Dia do Mestrado em Música, realizada a 27 de abril, na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
O encontro incluiu uma visita às instalações da ESART-IPCB, instituição com a qual a artista manteve ligação nos seus primeiros anos, seguida de um momento de convívio ao ar livre que reuniu alunos, docentes e funcionários num piquenique. Num ambiente descontraído, Maria João Pires mostrou-se disponível para interagir com os presentes, distribuindo autógrafos e participando em fotografias.
O programa contou ainda com um apontamento musical no auditório principal, onde a aluna Sara Lobo interpretou o “Prelúdio em si menor” do livro 2 de “O Cravo Bem Temperado”, de J. S. Bach, e a aluna Ana Ferreirinho apresentou a “Sonata e Minueto em dó menor”, de C. Seixas.
A sessão breve incluiu ainda a oferta de uma lembrança evocativa da visita, no ano passado, da classe de piano ao Centro para o Estudo das Artes, que a pianista fundou e dirigiu em Belgais (Escalos de Cima), a poucos quilómetros de Castelo Branco.
No final, em conversa com Luísa Tender, coordenadora do curso, Maria João Pires manifestou satisfação pela experiência. “Estou muito feliz de ter estado aqui. Gostei muito de conhecer toda a gente e de os ouvir, agora que tenho um pouco mais de tempo. E tenho muito gosto em vos dar todo o apoio que precisarem”, disse.
Aos mesmos jovens aspirantes aos palcos, a pianista, que em 2025 anunciou a saída de cena, lembra que “para ser músico é preciso gostar de música. Podemos mudar tudo se tivermos vontade e consciência de como o fazer. Não chega termos informação, estudos, capacidades ou talento. Importante é termos inspiração, vontade, direção e saber gerir a energia, que é aquilo que nos faz únicos”.




