Mau tempo em Proença-a-Nova

Mau tempo em Proença-a-Nova

Trabalhos de limpeza e reconstrução continuam
A intempérie que se abateu na região de Proença-a-Nova, na tarde de segunda-feira, 12 de outubro, provocou estragos avultados no norte do concelho, com especial incidência nas localidades de Esfrega, Fórneas e Alvito da Beira.
A pior situação observada ocorreu em Esfrega, perto da linha de água: o leito da ribeira subiu abruptamente, provocando a inundação do rés de chão duma habitação, até à altura de 1,20m, e ainda de lojas e caves de outras duas habitações, desalojando duas famílias.
“Tendo recebido o alerta por parte dos Bombeiros de Proença-a-Nova, foram desencadeados, de forma imediata, os meios da Proteção Civil Municipal no sentido de obviar, no menor tempo possível, as necessidades das pessoas, apoiando e tentando dar algum conforto e ânimo, especialmente, àqueles que perderam bens nesta intempérie. Em parceria com os Bombeiros já se procedeu à limpeza das habitações afetadas pelas inundações com o objetivo de restituir, de imediato, as suas condições de habitabilidade”, refere João Lobo, vice-presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
Os serviços de Ação Social do Município fizeram o levantamento de todas as perdas registadas “para ser possível compreender com rigor o nível de ajuda a atribuir às pessoas vítimas do mau tempo”, salienta.
Contabilizando estes e os restantes estragos registados em Fórneas e Alvito da Beira, João Lobo estima que os prejuízos sejam superiores a 250 mil euros.

Desde a manhã de 13 de outubro que várias equipas da autarquia e da União de Freguesias de Sobreira Formosa e Alvito da Beira estão em várias frentes em tarefas de limpeza e reconstrução que se irão prolongar por três semanas.
Em Esfrega, uma das ruas da localidade transformou-se em ribeiro e um talude do Caminho Municipal 1308, que liga as localidades de Esfrega e Fórneas, foi arrastado por uma avalanche de terras e lama: a circulação não está interrompida e, neste momento, decorrem trabalhos conducentes à regularização dos taludes de aterro que foram danificados, sendo necessária uma nova passagem hidráulica.
As linhas de água de Fórneas, Esfrega e Herdade, que desaguam em Alvito da Beira, arrastaram consigo árvores e entulhos diversos que impediram o escoamento das águas, provocando danos na margem direita da zona balnear de Alvito da Beira, com prejuízos registados nos muros, na rede de iluminação e a jusante do açude, num muro confinante da ribeira.

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