Médicos do Hospital de Portalegre alertam que “serviço de urgência está em rotura completa”
Os médicos especialistas em Medicina Interna enviaram uma carta ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) onde alertam que “o serviço de urgência [Hospital de Portalegre] está em rotura completa ao que se soma uma incapacidade humana da observação e avaliação de todos os doentes internados a cargo da Medicina Interna”.
Na missiva, cujo conteúdo foi tornado público pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), os assinantes demonstram a sua preocupação perante a precariedade das condições de trabalho acrescendo o risco de erro médico devido ao elevado número de doentes a seu cargo.
Na mesma carta, os médicos consideram que “não são asseguradas as condições mínimas de qualidade assistencial, nem de segurança, nem para os profissionais de saúde, nem para os doentes”.
Em comunicado, publicado no seu site, na Internet, o SIM reforça a opinião dos assinantes da carta, afirmando que tem alertado nos últimos anos para a continua degradação das condições de trabalho no Hospital Dr. José Maria Grande, ULSNA, Portalegre.
No mesmo comunicado a SIM refere que “esta degradação tem vindo a ser cada mais evidente com o aumento da contratação de médicos tarefeiros, diminuição da capacidade de fixação de médicos e contratação de novos médicos com contrato individual de trabalho por tempo indeterminado e pela cada vez maior revolta dos médicos que aí trabalham”.
A concluir, o SIM alerta, que “se esta situação nefasta continuar e se se mantiver este ambiente corrosível vivido neste serviço, poderá aumentar ainda mais a saída de médicos deste serviço, a continua incapacidade de fixação dos médicos internos formados nesse serviço, o risco acrescido da perda de idoneidade, o que tornará ainda mais difícil a prestação de cuidados com níveis de segurança aceitáveis tanto para os médicos como para os doentes”
© Rádio Portalegre
