“O mais desumano ataque à população mais desfavorecida…”
Hortense Martins, presidente da Federação Socialista de Castelo Branco, fez o balanço do Estado da Nação, relativamente à prestação social no distrito de Castelo Branco.
Para a dirigente distrital do PS, “a conclusão é reconhecida por todos: o Distrito foi votado ao abandono, uma situação que urge inverter”.
Para a líder do PS, “a marca essencial do ostracismo a que o Governo PSD/CDS votou o distrito é o aumento significativo de pobreza, nos últimos 4 anos, resultante das políticas de austeridade erradas e “para além da troika” implementadas”.
Hortense Martins apresenta uma análise de indicadores recolhidos no distrito de Castelo Branco, nos últimos 4 anos:
“O desemprego aumentou brutalmente, tendo como referência o número de inscritos nos Centros de Emprego do Distrito:
Aumento substancial do número de desempregados de longa duração (ou seja, inscritos há mais de 1 ano): em maio de 2011 eram 3.954 inscritos e, em maio 2015, são 5.163 inscritos (um aumento de 30,58%);
Aumento assinalável do número de pessoas à procura do primeiro emprego: de maio de 2011 a maio 2015, um aumento de 10,64%;
O aumento expressivo do número de jovens inscritos (até 25 anos) é de mais 6,88%; e do número de adultos com mais de 55 anos inscritos é de mais 15,96%;
Aumento impressionante do número de inscritos com habilitação superior (mais 40%) e dos inscritos com habilitações de nível secundário (mais 27,85%).
A acrescentar aos números anteriores, é indisfarçável a expressão da maquilhagem dos números do desemprego:
Em maio de 2011, nos Centros de Emprego da Covilhã e Castelo Branco estavam inseridos programas de formação profissional, estágios, contratos de emprego-inserção e outros (e como tal não são considerados para o desemprego registado) um total de 757 pessoas;
Em maio de 2015 aquele número mais que quadruplicou, atingindo 3.089 pessoas.
Esta manobra artificial fez baixar os níveis de desemprego registados, à custa da “ocupação” dos inscritos em medidas de empregabilidade precária.
Por outro lado, os níveis de proteção social reduziram-se drasticamente:
As prestações familiares registaram uma redução de 4,39% no número de beneficiários;
No complemento solidário para idosos verificou-se um corte de 33,76% no número de beneficiários;
O número de beneficiários de pensão de invalidez reduziu-se em 10,51%.”
Com estes indicadores, Hortense Martins conclui, sem reservas:”
“o Governo PSD/CDS foi autor do mais desumano e insensível ataque aos rendimentos da população mais desfavorecida, das crianças e dos idosos, e colocou o distrito de Castelo Branco, assim como o País, numa profunda crise social”.
