O especialista australiano Gary Morgan, considerado um dos maiores conhecedores do sistema português de combate aos incêndios rurais, defendeu que Portugal precisa de mudanças profundas na forma como enfrenta os grandes fogos florestais.
Em declarações citadas pela imprensa nacional, o perito considera que o combate continua demasiado focado na proteção de habitações à medida que as chamas avançam, deixando em segundo plano o controlo estratégico da progressão dos incêndios.
As críticas surgem numa altura em que também a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta para dificuldades na coordenação operacional e na tomada de decisões durante ocorrências de grande dimensão.
Segundo Gary Morgan, o reforço de equipas especializadas no terreno, com recurso a maquinaria, ferramentas manuais e técnicas de fogo tático, poderá aumentar a capacidade de contenção dos incêndios antes de atingirem proporções catastróficas.
O especialista defende ainda uma maior aposta na qualificação técnica dos responsáveis operacionais e na colocação dos elementos mais experientes em funções de comando.
O debate sobre a eficácia do modelo português de combate aos incêndios volta assim ao centro das atenções, numa altura em que o país se prepara para mais uma época de elevado risco florestal.
fonte: Sol
foto: de arquivo
