Quando Falta Criatividade…
Um jornalista sabe que existem princípios que nunca devem ser ultrapassados. O Código Deontológico do Jornalista é um desses pilares fundamentais. Não é preciso dizer muito mais. No entanto, há quem insista em vaguear por terrenos que desconhece, tentando apropriar-se de um ofício que não compreende. Esses aspirantes, que se esforçam por parecer jornalistas sem nunca o terem sido, acabam inevitavelmente por cometer erros crassos.
O sensacionalismo barato, que muitos confundem com jornalismo, está longe de respeitar os valores essenciais da profissão. É verdade que a proximidade com o público é uma das características fundamentais do jornalismo, mas não é, nem nunca foi, a única. Proximidade não é sinónimo de promiscuidade.
Há quem siga cegamente o rebanho, sem se preocupar em cumprir os princípios básicos da profissão. Mas quando alguém se desvia deste percurso fácil e desonesto, os problemas tornam-se evidentes. É triste assistir à falta de originalidade de certos indivíduos que, para alcançar algum reconhecimento, recorrem à apropriação indevida do trabalho alheio. Não se trata de uma cópia descarada, porque, para isso, a esperteza ainda lhes basta. Mas, para o restante, falta-lhes inteligência, conhecimento e, sobretudo, os alicerces de um verdadeiro jornalista.
Pois é, por cá temos assistido a isso, impávidos e seremos, porque, de facto não se deve dar importância ao que não a tem.
Mas, chega um momento em que a revolta fala mais alto. É o caso! Com o mundo online, a atração do plágio toma medidas ainda mais execerbadas e qualquer badameco se julga jornalista e se já antes esses aprendizes recorriam ao plágio, imaginem agora, com tanta informação.
. Mas, para esses que julgando-se jornalistas, embora nada atentos, resta-me informar que o desempenho da profissão tem regras! Só assim, uma informação gratuita, tal como o trabalho que desenvolvem, gratuito no sentido de “sem sentido, ou sem motivo” é que convêm explicar determinadas coisas para que efetivamente percebam.
Não basta parecer é preciso ser! Quanto ao plágio, que foi isso que me levou a escrever estas palavras… bem, mais tarde ou mais cedo tudo volta ao seu sitio… vamos é ver quanto tempo dura…
A César o que é de César, porque à mulher de César não basta parecê-lo.. é preciso sê-lo!
Cristina Mota Saraiva
Fevereiro 2025
