Hortense Martins destaca reforço financeiro para a saúde
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, Hortense Martins, defendeu, na quarta-feira, a importância do reforço financeiro para a saúde pública previsto no , aprovado na generalidade na Assembleia da República, considerando que “não pode haver saúde da economia se não houver uma boa saúde dos nossos concidadãos”.
“Este orçamento traz-nos mais 500 milhões de euros que acrescem ao orçamento inicial dos 941 milhões de euros que o Orçamento de Estado de 2020 já continha”, frisou Hortense Martins no debate da proposta do Governo, em que questionou o novo ministro das Finanças, João Leão, sublinhando que esta nova dotação orçamental “tem as respostas que o País precisa” não só no âmbito do combate à pandemia de Covid-19, mas também “para a saúde dos portugueses”.
A deputada recordou que o “Programa de Saúde para 2020 terá o montante muito relevante de 11.730 milhões de euros” .
O aumento de verbas para a saúde pública será “não só a nível do reforço dos equipamentos, mas também para a necessidade da melhoria do acesso à saúde, para retoma da atividade assistencial, o aumento das consultas hospitalares, o aumento das cirurgias e também evidentemente no acesso à oncologia”, explicou a deputada, que recordou que as prioridades foram definidas pelos médicos, nesta como noutras especialidades, “para que ninguém que precisasse de uma consulta tivesse que faltar a essa consulta”.
Hortense Martins acusou ainda o PSD de tentar confundir os portugueses acerca de questões demasiado importantes na área da saúde, como o acesso às consultas ou cirurgias em oncologia.
“A verdade é que este orçamento tem o reforço destas consultas, mas também tem o reforço da medicina intensiva, dos medicamentos e de mais vacinas, sendo que Portugal ainda recentemente reforçou o seu Plano Nacional de Vacinação”, apontou, frisando que o documento contempla também “a valorização dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde”, com a admissão de “mais três mil profissionais que vão ficar adstritos ao SNS e assim reforçarão a resposta”.
Já na audição na especialidade com a equipa governamental da Saúde, na Comissão de Orçamento e Finanças, a vice-presidente da bancada do PS relevou o esforço que Portugal desenvolveu no combate a esta pandemia e lembrou a necessidade de que as respostas sejam não só eficazes e rigorosas, mas que também tenham em conta as necessidades efetivas para melhor cobertura em termos territoriais.
