A Orquestra Sinfónica da ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas do IPCB, regressou ao Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco a 16 de março com um concerto dirigido por Dinis Sousa e no qual foram interpretadas obras de Debussy e Brahms.
No entender do maestro principal da Royal Northern Sinfonia de Newcastle (Inglaterra), fundador e diretor artístico da Orquestra XXI, que desta forma se estreou num programa concebido para uma escola superior, “foi muito interessante perceber a dinâmica e evolução” das oito dezenas de músicos ao longo dos quatro dias de ensaios. “Eles estão sempre a evoluir, mas nesta fase é exponencial”, pelo que um estágio intensivo é uma oportunidade para “explorar certas obras e técnicas”.
Tendo em conta que “a música é como uma conversa”, em palco “o primeiro passo é ouvir”. Nesse diálogo com os estudantes da ESART-IPCB, Dinis Sousa procurou “tentar que se oiçam uns aos outros e consigam encaixar melhor”, percebendo assim como a música funciona numa orquestra, “organismo” que leva muito tempo a criar.
Quanto ao programa, foram executadas composições com “linguagem e estéticas completamente diferentes”. De caráter pastoril, elegante e melancólica, a “Sinfonia n.º2, em ré maior, op.73”, do romântico alemão Johannes Brahms (1833-1897), “é uma obra prima majéstica e espetacular, da tradição clássica, que apresenta desafios muito próprios”. Já “La Mer, três esboços sinfónicos”, do francês Achille-Claude Debussy (1862-1918), apresenta-se como “uma “espécie de poema” através do qual o mestre do impressionismo evoca “imagens relacionadas com o mar”.
Louvando o sossego noturno albicastrense, e num estímulo lançado também aos jovens músicos da ESART-IPCB, Dinis Sousa refere que “ir a um concerto é uma ótima oportunidade para estarmos concentrados a ouvir algo maravilhoso”, até porque segundo o maestro e também pianista, natural do Porto mas radicado em Londres, “hoje em dia temos muito poucas oportunidades para estar em silêncio”.




