Dia do Concelho
assinalou o Dia do Concelho, comemorado a 1 de junho, com uma Sessão Solene Comemorativa, no dia 31 de maio.
O programa arrancou com um momento musical a cargo do Polo de da Academia de Música e Dança do Fundão, seguido da sessão, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que incluiu a entrega de medalhas de Bons Serviços de Grau Prata aos trabalhadores da Câmara Municipal de que, durante um período superior a 20 anos, tenham desempenhado as suas funções com assiduidade, dedicação, zelo e competência, e de Mérito Municipal – Grau Prata a Armando Martins, pelo trabalho meritório desenvolvido na promoção e divulgação da arte contemporânea, que se considera resultar no aumento de prestígio do concelho.
O homenageado Armando Martins agradeceu a distinção. “Obrigado por esta distinção, que acho que não mereço. O que fiz foi a execução de uma ideia muito antiga, que nasceu há mais de 50 anos”, disse, referindo-se ao MACAM – o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, que inaugurou, no dia 22 de março deste ano. “Este foi um contributo que pretendi dar ao País. A pouco e pouco estamos a colocar o projeto em curso e todos os presentes nos podem visitar”, acrescentou, lembrando que foi em que andou na escola e onde fez os primeiros amigos. “Considero-me penamacorense”.
O presidente da Câmara Municipal, António Luís Beites Soares, parabenizou os homenageados e lembrou que “tem uma história rica e muito nobre, com um património material e imaterial fabuloso”, acrescentando que “não só de história e memória vivem os povos e que é necessário aproveitar e potenciar essa história e esse património tornando-os uma mais valia para o concelho”.
Para o autarca, a pandemia vivida, há cerca de 5 anos atrás, mudou o paradigma. “Obviamente que houve a parte negativa da pandemia, mas dali emergiu também um enorme potencial para alguns territórios. Toda a faixa raiana de Portugal nutre um sentimento completamente diferente de há 5 anos atrás. Muita da população flutuante, que estava desligada das suas terras, regressou durante a pandemia e muitos ainda cá continuam em teletrabalho. Temos que saber aproveitar esse potencial do trabalho à distância que é maior aqui do que nos grande centros urbanos. Também registamos um aumento da população estrangeira e o desafio é criar condições para que estas oportunidades se tornem reais. Creio que a curto/médio podemos inverter a curva ainda negativa do despovoamento”.


