Médicos recusam mais horas extraordinárias
Os 18 clínicos de Cirurgia Geral do hospital de recusam-se a realizar mais horas extraordinárias até final do ano, por já ultrapassarem as 150 e alguns aproximarem-se de mil, revelou a Ordem dos Médicos (OM).
Em comunicado enviado à agência Lusa, o Conselho Sub-regional de da OM disse ter tido conhecimento de que “todos os elementos do Serviço de Cirurgia Geral” daquele hospital “apresentaram a sua indisponibilidade para realizar mais horas extraordinárias no ano de 2023”.
Fonte deste conselho sub-regional da OM precisou à Lusa que a medida abrange “os 18 médicos” do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Dr. José Maria Grande, em , pertencente à Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).
Já no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, igualmente pertencente à ULSNA, existem “perto de 10 médicos de cirurgia geral”, os quais “não apresentaram a sua indisponibilidade para mais horas extraordinárias”.
Os cirurgiões de deixaram de fazer mais horas extraordinárias desde o último sábado, pode ler-se no comunicado da OM, que argumentou que esta recusa se traduziu “num forte constrangimento no Serviço de Urgência” do hospital.
“Especificamente para doentes que necessitem de observação pela especialidade de Cirurgia Geral, levando forçosamente à transferência de muitos doentes para outras unidades hospitalares”, alegou.
