Portugal continental entra em situação de alerta devido ao risco extremo de incê

Portugal continental entra em situação de alerta devido ao risco extremo de incê

Portugal continental entra em situação de alerta devido ao risco extremo de incêndio

Portugal continental vai entrar em situação de alerta entre domingo e quinta-feira devido ao agravamento das condições meteorológicas e ao elevado risco de incêndio rural, anunciou a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

A medida entra em vigor às 00h00 de domingo, 3 de agosto, e prolonga-se até às 23h59 de quinta-feira, 7 de agosto, aplicando-se a todo o território continental. A decisão foi comunicada numa declaração ao país, sem direito a perguntas, na qual a ministra sublinhou a “necessidade de adotar medidas preventivas e especiais”.

“Peço que respeitem todas as indicações e orientações das autoridades competentes, que respeitem as proibições, que evitem quaisquer práticas que possam provocar incêndios. A ação de todos, consciente e preventiva, é indispensável”, apelou Maria Lúcia Amaral.

Medidas restritivas
A situação de alerta impõe um conjunto de medidas excecionais, entre as quais:

Proibição de acesso, circulação e permanência no interior de espaços florestais definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios;

Proibição de queimas e queimadas, com suspensão de autorizações previamente emitidas;

Proibição de trabalhos com maquinaria nos espaços florestais e rurais que impliquem risco de ignição;

Proibição do uso de fogo-de-artifício ou artefactos pirotécnicos, independentemente da forma de combustão.

Exceções previstas
A proibição não se aplica a:

Trabalhos essenciais de agricultura em zonas não florestais, como regas, colheitas, podas ou alimentação de animais;

Extração de cortiça e mel, desde que sem uso de fogo ou calor;

Trabalhos de construção civil inadiáveis, com medidas de mitigação de risco;

Colheitas com máquinas agrícolas e exploração florestal entre o pôr do sol e as 11h00, desde que comunicadas ao Serviço Municipal de Proteção Civil.

Reforço operacional
A declaração de alerta inclui também o reforço da capacidade de resposta:

Aumento do grau de prontidão da GNR, PSP, bombeiros e Forças Armadas, incluindo suspensão de folgas e férias;

Mobilização permanente de sapadores florestais, agentes florestais e vigilantes da natureza;

Reforço das equipas médicas, de saúde pública e apoio social;

Ações de fiscalização aérea e terrestre nas zonas de maior risco;

ANEPC emitirá avisos regulares à população sobre o perigo de incêndio rural;

Forças Armadas disponibilizarão meios aéreos, caso sejam necessários, coordenados pela ANEPC.

Risco máximo em grande parte do país
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a maioria dos concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Portalegre e Faro encontra-se sob risco máximo de incêndio. Apenas algumas zonas do litoral, nos distritos de Lisboa, Setúbal, Porto e Aveiro, apresentam risco moderado.

Foto: Lusa

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