800 anos do Foral de Sobreira Formosa
Com o patrocínio da “Câmara Municipal de ”, da “Sobreira Formosa 800 Anos”, da “Comunidade InterMunicipal da Beira Baixa”, do “Centro 2020”, “Portugal 2020” e da “União Europeia” e em colaboração com a “Real Associação da Beira Interior“, o Município proencense organizou uma palestra subordinada ao tema “800 Anos do Foral de Sobreira Formosa”, no dia 15 de maio, no Edifício dos Fortes e Baterias, na Sobreira Formosa.
Na Mesa estiveram o presidente da Câmara Municipal de , João Lobo, António Gil Martins, António Manuel Silva e Maria da Graça Vicente, doutorada em História Medieval e investigadora, António Coelho, presidente da Junta de Freguesia de Sobreira Formosa e Alvito da Beira, e Luís Duque-Vieira, vice-presidente da Real Associação da Beira Interior.
O presidente da Câmara abriu a sessão, fazendo referência a este evento de grande importância e de enorme significado para as gentes de Sobreira Formosa.
João Lobo, referiu que a atual vila de Sobreira Formosa, que foi sede de concelho durante 6 séculos, tinha anteriormente o nome de Vila Nova.
António Gil Martins referiu algumas dificuldades surgidas nas tarefas de transcrição do texto do Foral de Sobreira Formosa, de 1222, para o português da atualidade.
Durante a sua intervenção fez uma breve leitura das suas transcrições, referindo as suas principais dúvidas.
António Manuelda Silva baseou a sua comunicação na “Evolução Administrativa da Sobreira Formosa”, referindo a sua categoria como vila, como concelho, depois da outorga do foral de 1222 até à sua extinção definitiva, em 1855, e pertença ao concelho proencense, recordando as peripécias da sua pertença a comarcas diversas, a províncias distintas, como a Estremadura ou a Beira Baixa, várias dioceses diferentes e distritos como Santarém ou Castelo Branco.
Salientou que a extinção do concelho da Sobreira Formosa obedeceu a motivações políticas de centralização do poder central e não de má gestão municipal já que o concelho da Sobreira Formosa, apesar de pequeno, apresentava “boas contas”.
Mariua da Graça Vicente focou a sua intervenção na história do povoamento da região entre o Tejo e o Zêzere, onde se integra a vila/concelho da Sobreira Formosa.
Lembrou as motivações da outorga dos forais/cartas de foral/povoamento, a sua relevância histórica para o desenvolvimento económico e crescimento populacional da região e o significado de muitas das determinações registadas no documento em análise especialmente no que respeita ao relacionamento das populações entre si e com o poder central e senhorial.
Finalmente, a Lenda da Sobreira Formosa e uma encenação da outorga do Foral de 1222 foram levadas ao palco pela Companhia “Teatro à Faca” e as comemorações dos 800 anos do Foral foram encerradas pelo vice-presidente, João Manso.
