PSD sobre as Portagens

PSD sobre as Portagens

Distrital pede coerência a Ana Abrunhosa
A Distrital do PSD Castelo Branco manifesta a sua posição após as declarações da Ministra da Coesão Territorial, nas jornadas “Pensar a Serra da Estrela”, onde pediu para “não fragilizar a voz de quem leva a nossa voz ao Conselho de Ministros”.

Para o PSD “não nos parece que manifestar opiniões sobre factos prometidos em
2015, 2019 e 2021 e não cumpridos nos anos a seguir, inclusivé quando a
própria Ministra assumiu, em declarações na Assembleia da República que, se
não conseguisse implementar os descontos no 3º trimestre de 2020, se
demitia, a fragilize.
Não só não se demitiu, como ainda se mantém”.

Em questão estão as promessas sobre as Portagens. “Os descontos não só não foram implementados, como conseguiu na discussão do Orçamento de 2021, que a bancada do PS votasse contra a proposta do PSD para a redução em 50% do valor das portagens.
Mas, o que realmente, nos parece muito peculiar e uma forma diferente de
fazer política, é o fato de Calimero vestido pela senhora Ministra cada vez que
visita os nossos territórios, onde aparece como portadora de notícias infelizes,
sempre contrariando as promessas das campanhas eleitorais, desculpando-se,
ora com o contexto internacional, ora com a fragilidade causada pelo
descontentamento de quem todos os dias vive na Beira Baixa e tem de
enfrentar as dificuldades diárias de pagar um “custo de contexto” (conforme
palavras da senhora Ministra) nunca resolvido”.

E o Partido Social Democrata diz ainda… “O que sentimos é que é a voz do Interior que está perdida, porque aquela que seria a nossa porta-voz tem um discurso circular, redondo, sem objetividade”.

A Ministra, nas últimas Eleições Legislativas, teve a responsabilidade de ser escolhida como cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral de Castelo Branco. “Ou se esqueceu muito rapidamente, ou o fato de Calimero vestido todos os dias, está a entranhar-se no seu modo de estar.
Em vez de resultados do seu trabalho, apresenta meras desculpas”, sublinha o PSD.

E o PSD-distrital deixa também outra pergunta.
“Onde andava o presidente da Federação Socialista do PS Castelo Branco e presidente da Câmara da Covilhã (e na altura, presidente da CIM das Beiras e Serra da Estrela), quando essa discussão teve lugar?
Basta ver o tempo que a Covilhã levou a lançar um concurso de mobilidade para resolver os problemas dos covilhanenses.
Mas voltemos às responsabilidades ministeriais. Quem é que deveria criar e
apoiar um modelo de governação de transportes intermunicipal?
Empurrar as responsabilidades dos erros e omissões para os outros, não elimina os
problemas.

Quem quer ser a porta-voz da Coesão Territorial não se pode dar ao luxo de se demitir das suas responsabilidades. Verdadeiramente, é a sua postura, enquanto governante que a fragiliza em sede de Conselho de Ministros”.

VER NO FACEBOOK