A associação ambientalista Quercus de Castelo Branco lançou um apelo à participação pública numa petição que contesta os megaprojetos fotovoltaicos previstos para a Beira Baixa. Com cerca de 5.128 assinaturas recolhidas, a iniciativa precisa de atingir as 7.500 para garantir a discussão em plenário na Assembleia da República.
Em causa estão as centrais solares Sophia e da Beira, que, segundo a petição, “terão impactos ambientais, sociais e culturais” em áreas dos concelhos do Fundão, Penamacor, Idanha-a-Nova e Castelo Branco. Os projetos abrangem “milhares de hectares em áreas classificadas e paisagens protegidas, bem como solos agrícolas, florestais e naturais, com impacto direto sobre ecossistemas, economias locais e património histórico”.
A petição denuncia riscos ambientais, como a “desmatação em larga escala, com o abate de milhares de sobreiros, azinheiras e extensas áreas de carvalhais, bem como a mortalidade direta estimada de cerca de 16 mil aves selvagens protegidas e cinegéticas, por colisão com linhas elétricas”, entre outros. A Quercus critica ainda a falta de transparência no acesso a documentos técnicos por parte da Agência Portuguesa do Ambiente.
Os promotores defendem uma transição energética baseada em modelos descentralizados e exigem a suspensão imediata dos processos de licenciamento, bem como uma auditoria independente aos estudos de impacto ambiental.
A iniciativa permanece aberta à participação pública através da plataforma oficial do Parlamento:https://participacao.parlamento.pt/initiatives/5569?fbclid=IwY2xjawRF2PtleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBSaFBqQU80RmlNNHEyTFF0c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHkgK2DxYHWVxmsJkMA986HJbWuUe9B07vdjsgGLnCiHIPBy11eo_J94Qwl1w_aem_JgGn_FZ90sN7sEq2j0zUhg
