Reação ao anúncio do Governo

Reação ao anúncio do Governo

Redução do preço das Portagens no Interior
A Plataforma P’la Reposição das SCUT na A23 e A25 diz, em reação à redução nas portagens, que “o Governo, depois de muito estudar e de muito pensar decidiu prendar-nos com um “robusto” desconto de 30% no preço das Portagens.

Para enfeitar a coisa ainda ressuscitou os preços de 2011 para dizer que o desconto é de 65%, quando, feitas as contas, é de apenas 60% (30+30=60% e não 65%), pelo que se espera que no diploma legal se acrescentem os 5% em falta.

Quanto ao grande programa de mobilidade que prometeu anunciar para o Interior disse 0 (zero)”.

A Plataforma considera oportuno tomar a seguinte posição imediata sobre a decisão do Governo, sem prejuízo de uma posição mais desenvolvida, a breve trecho:
“1. A redução de 30% é um passo em frente e só vem provar que a ação unida e coesa da Plataforma, em conjugação com a populações, dá resultados.
No entanto, esta redução é insuficiente:
a. Face às necessidades das empresas e das populações e à urgência em travar o declínio económico e social do Interior;
b. Face às promessas do Governo que, pela voz da Ministra, prometeu uma redução de 50% em 2022 e depois em 2023 e tal não aconteceu;
c. Face à sua entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2024 quando nas reuniões com o Governo foi dito pelos governantes que a medida que fosse aprovada seria para 2023.
Esta redução não resolve o problema dos custos de contexto, não anula a ausência de alternativas e não repõe a justiça e equidade territorial, tão referidas pelo Governo.

2. A Plataforma reafirma que a Reposição integral das SCUT é a medida necessária que elimina custos de contexto, atenua a falta de alternativas de mobilidade e que repõe alguma justiça para com o Interior.
Por isso, em sede de discussão do OE para 2024 vai continuar a exercer pressão para que na votação final se possa ir ao encontro deste objetivo.
Para o efeito, a Plataforma vai solicitar reuniões aos Partidos com assento parlamentar, incluindo o do PS, para os sensibilizar para as nossas propostas e definirá as formas de mobilização da população.

3. Oportunamente, após se conhecer em detalhe o diploma aprovado pelo Governo, tomaremos uma posição mais concreta.

4. Finalmente, importa referir que para reduzir 30% não era preciso tanto tempo, pelo que somos obrigados a concluir que tudo não passou de um artificio para fugir à redução em 2023 e a levar para 2024”.

A Plataforma adianta ainda que para uma tomada de posição mais concreta e definir os passos a dar, realiza uma reunião na segunda-feira, dia 2 de outubro, pelas 11H00, no Hotel Puralã.

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