Situação na Lanifato

Situação na Lanifato

Sindicato pede à gerente que “arrepie caminho”

O Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa, na última semana, foi confrontado com comentários “completamente despropositados e manipuladores da opinião pública, fazendo passar a ideia que, no processo da Lanifato, poderiam estar em causa 120 postos de trabalho e, mais grave, pondo os violadores dos direitos e as suas vítimas no mesmo prato da balança”.

Em nota enviada à comunicação social, o sindicato diz que “esta tese é igual a tantas outras que são difundidas, neste País, sempre que os trabalhadores e os seus sindicatos ousam denunciar o atropelo dos direitos dos trabalhadores por parte das empresas ou exigem melhores salários e melhores condições de vida”.

A direcção do Sindicato Têxtil da Beira Baixa vem afirmar “que é falso que, no processo da Lanifato, estejam em causa 120 postos de trabalho. O que está em causa é a dignidade e o
respeito devido a 120 trabalhadoras. E não se lhes peça cautela porque, cautela, têm tido elas ao longo dos anos, em que já dura o sofrimento.
Se alguém, seja quem for, pensa que nos vamos encolher e desistir da denúncia do que se passa naquela empresa, desengane-se.
Só a sua gerente da empresa é responsável pelo destino da
mesma.
Pela nossa parte queremos deixar muito claro que a paz na empresa é possível e nós seremos os primeiros a estar disponíveis para ela.
Para isso basta que a gerente arrepie caminho, sem ser
necessário que para isso se venha retratar publicamente.
Aliás, voltamos a afirmar que só as empresas que não cumprem com os direitos e não respeitam a dignidade de quem trabalha é que são alvo da nossa denúncia”.

A organização sindical aguarda”serenamente que o processo de acusação entre no Ministério Público e no Tribunal porque aí teremos oportunidade de provar tudo o que denunciámos e ainda poderemos apresentar outros argumentos que até agora não vimos necessidade de invocar”.

Foto ilustrativa

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