Foi esta esta a afirmação de Neuza Nóbrega, Bombeira da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, aquando a sua chegada da Turquia, onde esteve destacada com a Associação Portuguesa de Buscas e Salvamento, após um sismo de magnitude de 7.8 na escala de Richter, ter atingido o sudeste daquele País e também o norte da vizinha Síria.
De regresso a casa há cerca de uma semana, o balaço do trabalho que desempenhou na cidade de Antáquia, capital da província de Hatay, foi esclarecido em declarações à Beira Baixa Tv, este domingo, dia 26 de Fevereiro.
“Por muito que nos preparemos para o cenário que vamos encontrar, nunca corresponde à realidade. Apesar do apoio que nos deram, quisemos fazer mais e voltámos com a sensação que foi pouco”.
Saliente-se que mais de 45 mil pessoas morreram na sequência do sismo e as autoridades esperam que o número continue a subir à medida que procuram por mais desaparecidos por entre os 264 mil apartamentos destruídos na Turquia. É o maior desastre do país da história recente.
Após a primeira missão internacional da bombeira de 27 anos, que é também atleta de futsal do Núcleo do SCP de Castelo Branco, revelou que a experiência, apesar de difícil, lhe permitiu “trazer uma forma diferente de ver a vida, com uma maior convicção profissional e de querer sempre fazer a diferença na vida do próximo”.
Para além da equipa portuguesa destacada no terreno, a albicastrense esteve em contacto com equipas de socorro oriundas da Alemanha e do México, tendo havido assim, “uma grande entreajuda entre todos”.
Recorde-se que desde o passado dia 6 de fevereiro, os sismos de magnitude 7.8 e 7.7 na escala de Richter na Turquia e na Síria, bem como as sucessivas réplicas, já causaram a morte a mais de 45 mil pessoas. A Organização Mundial da Saúde aumentou para 84,5 milhões de dólares (79 milhões de euros) o pedido internacional de ajuda financeira destinado às vítimas.
No seguimento do desastre natural, o governo turco tem procurado apurar responsabilidades pelo estado de construção dos edifícios colapsados. Até ao momento, já foram detidas 184 pessoas suspeitas de más práticas na construção de edifícios, e o número deverá aumentar, de acordo com representantes do governo.
