Técnicos de Emergência Médica denunciam falta de equipamento do INEM em acidente na A1
A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ATEM) denunciou hoje a falta de equipamentos de proteção individual dos elementos do INEM que socorreram as vítimas do acidente desta manhã na A1 que causou três mortos e 32 feridos.
A ATEM deixa, por isso, críticas ao INEM, no comunicado enviado à Lusa: “Aquilo que se deveria afigurar uma preocupação do INEM, a dotação das suas equipas de equipamentos de proteção individual, adequados à sua intervenção neste tipo de incidente, parece não ser prioritário, o que se lamenta e não se compreende”.
Com base na análise das imagens do acidente, que causou três mortos, seis feridos graves, cinco críticos e 22 feridos ligeiros, a ATEM realçou o facto de os elementos do INEM estarem só “com capacete e polo de manga curta” dentro do autocarro acidentado.
“Podemos de forma segura afirmar que as condições de segurança destes não estavam garantidas, podendo em última análise tornarem-se de igual modo em vítimas”, realça.
O autocarro partiu esta manhã de Guimarães, no distrito de Braga, com peregrinos oriundos de três freguesias daquele concelho e tinha como destino o Santuário de Fátima, tendo-se despistado e embatido num poste elétrico cerca das 09:20 na A1, na zona da Mealhada.
No local, a Proteção Civil adiantou aos jornalistas que estiveram no terreno 57 viaturas, das quais cinco eram médicas e duas ambulâncias com suporte imediato de vida, 130 operacionais, um helicóptero, que acabou por não ser necessário utilizar, e duas equipas de apoio psicológico.
Dos feridos, foram transportados para o Hospital Universitário de Coimbra oito (três críticos e cinco graves) e 12 ligeiros, sendo que para o Hospital de Aveiro foram encaminhados dois feridos críticos, um ferido grave, oito feridos ligeiros e duas crianças, que foram socorridas no Hospital Pediátrico.
in LUSA
