Trabalhadores da Paulo de Oliveira exigem melhores salários e condições de trabalho
Um grupo expressivo de trabalhadores da empresa têxtil Paulo de Oliveira concentrou-se hoje à porta das instalações, em plenário, para exigir melhores condições laborais e valorização salarial. A iniciativa demonstrou uma forte unidade entre os colaboradores, que denunciaram a estagnação nos apoios oferecidos e o ambiente de trabalho adverso.
Entre as principais reivindicações, destaca-se o aumento do subsídio de alimentação, atualmente fixado nos 2,65 euros, valor considerado “vergonhoso” pelos participantes. Os trabalhadores também reclamam uma atualização dos salários, que, segundo eles, não acompanham o custo de vida.
A mobilização contou com o apoio firme da Federação dos Sindicatos dos Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles (FESETE) e de diversos sindicatos do setor, reforçando a transversalidade das preocupações no panorama laboral português.
Durante o plenário, foram denunciadas práticas de assédio moral, pressões psicológicas e a alegada falta de vontade por parte da administração em negociar com a comissão sindical ou em sede de contratação coletiva. Segundo os trabalhadores, estas situações têm criado um ambiente de medo, limitando a liberdade de expressão e a capacidade de reivindicação.
A ação de hoje marca um passo importante na luta por justiça e respeito no local de trabalho. Os trabalhadores prometeram continuar mobilizados até que as suas exigências sejam ouvidas e os seus direitos efetivamente reconhecidos.
“A luta continua”, garantiram.
