Durante o Alerta Vermelho que ocorreu em Valência na tarde de ontem, um cavalo foi encontrado em condições extremamente críticas pela Intervenção de Resgate Animal (IRA). O animal estava preso na lama e parcialmente submerso nas águas do rio Magro. As equipes de resgate, que se deslocaram imediatamente ao local após o pedido de ajuda, enfrentaram condições desafiadoras para tentar salvar o cavalo.
Ao chegar, a equipe do IRA encontrou o cavalo deitado de lado, com o corpo totalmente submerso, mantendo apenas as narinas acima da água para respirar. Com a ajuda de pás, os socorristas conseguiram libertá-lo parcialmente da lama, posicionando sua cabeça em placas flutuantes para manter as vias aéreas livres.
Após desatascar seus membros e colocá-lo numa posição mais segura, a equipe solicitou o apoio dos bombeiros locais, que chegaram com uma retroescavadora, além do dono do cavalo e um veterinário. A operação de resgate durou seis horas, marcada por várias dificuldades – inclusive com o risco de a própria retroescavadora também ficar presa na lama.
Depois de muito esforço, o cavalo foi finalmente içado. No entanto, o estado clínico do animal era devastador: estava esquelético, severamente desidratado, em estado de hipotermia e tão fraco que sequer conseguia manter-se em pé ou levantar a cabeça. Informações indicaram que o cavalo estava preso na lama desde as 13h do mesmo dia.
Diante de um quadro clínico irreversível, o veterinário determinou a eutanásia para cessar o sofrimento do animal. A decisão foi um golpe duro para as equipes de resgate, que tinham se empenhado intensamente para dar uma nova chance de vida ao cavalo.
A IRA, ao final do salvamento, declarou que os indícios de maus-tratos foram evidentes, visto o estado de extrema magreza do cavalo. Apesar das limitações sobre a legislação espanhola, a organização pretende encaminhar os fatos ao SEPRONA, unidade ambiental da Guarda Civil da Espanha, para que as possíveis responsabilidades sejam investigadas.
Fotos: IRA




