Vila Velha de Ródão

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Seminário ibérico sobre o Tejo
A Casa de Artes e Cultura do Tejo, em , acolhe, este sábado, dia 13 de janeiro, o segundo Seminário Transfronteiriço de Desenvolvimento das Comunidades Ribeirinhas do Rio Tejo.

A iniciativa reúne especialistas, investigadores, autarcas e empresários de ambos os lados da fronteira.

Com o forte apoio do Município de , o Seminário é organizado pela Confraria Ibérica do Tejo, em conjunto com a Universidade Europeia e o seu Centro de Investigação Colaborativa para o Design e a Inovação Sustentável.
Luís Pereira, presidente da Câmara de , destaca a importância deste evento, onde é “analisada a criação do Observatório do Tejo, tendo em conta aquilo que foram as conclusões do 1º Seminário, realizado na cidade espanhola de Cáceres, no ano passado”.

Por isso, os intervenientes neste encontro procuram debater o desenho da estrutura operacional que permita desenvolver todas as ideias de projeto apresentadas.

Luís Pereira adianta que, no decorrer dos trabalhos, “são apresentadas e debatidas as ações que se pretendem desenvolver junto das comunidades ribeirinhas do rio Tejo, com o objetivo de se criar um plano de ação integrado, na ótica da criação de uma estratégia de eficiência coletiva nas áreas da economia, da cultura e do meio ambiente”.

O autarca revela que este Seminário procura dar continuidade “aos planos de ação que foram definidos em Cáceres, no decurso dos trabalhos e das conclusões do 1º Seminário” aí realizado e “confirmadas em Tomar na reunião intercalar, no Instituto Politécnico de Tomar, em julho 2017”.

O Seminário tem início, às 9H30, com a sessão de abertura que conta com as presenças de Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional – Região Centro; Enrique Gómez, da Diputación de Toledo, e Luís Pereira, na qualidade de presidente da Câmara de Vila Velha de Rodão e de presidente do Parque Natural do Tejo Internacional.

Foram ainda convidados os responsáveis pelas Comissões de Coordenação de Desenvolvimento regional do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo.

Às 10H00 decorre uma mesa redonda sobre a “Definição de princípios de uma Estratégia de Eficiência Coletiva”. No decorrer destes trabalhos serão apresentadas ideias-chave para a salvaguarda do meio ambiente do Tejo (através de Bernardo Quintella, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente); para o desenvolvimento cultural ribeirinho (por Luiz Oosterbeek, do Instituto Politécnico de Tomar); e para o desenvolvimento económico do Tejo (Ana Margarida Ferreira, da Universidade Europeia).

Após uma pausa para café, e ainda na parte da manhã, realiza-se o “Pitch Tejo”, num momento em que é apresentado um conjunto de propostas e projetos, sob a moderação de Ana Margarida Ferreira, da Universidade Europeia.

Neste período são apresentadas ideias no âmbito ambiental, cultural e estrutural.
No que respeita ao ambiente são divulgadas as seguintes iniciativas: Educação e formação especializada; Limpeza e manutenção da ribeira de Muge; Limpeza e manutenção da Vala Real de Alpiarça (rio Alpiaçoilo); Limpeza e manutenção da ribeira de Rio de Moinhos; e os peixes migradores.

Já no que concerne à área cultural, são referidos os projetos Observatório do Tejo; Edição de Cadernos Culturais e de Livros; Centro de Interpretação das Artes do Tejo; RIU Tejo e o Atlântico; Cruzeiro religioso e cultural do Tejo; Exposição itinerante das culturas ribeirinhas do Tejo; e Recolha e restauro de embarcações tradicionais do Tejo.

Entre as 12H25 e as 13H00 são apresentadas as propostas de âmbito estrutural, tais como a conceção, implementação e gestão de uma Estratégia de Eficiência Coletiva; Desassoreamento dos portos do arco ribeirinho da margem sul do estuário do Tejo; Assinalamento marítimo do rio Tejo entre Vila Franca de Xira e Valada; Promoção, comunicação e marketing ribeirinho; Inventário de recursos do património natural e material do Tejo com recurso a novas tecnologias; e a comercialização de produtos tradicionais.

Após o almoço os trabalhos prosseguem com a apresentação de projetos de cariz económico, como “Turismo fluvial no Alto Tejo; Cais dos Lentiscais (rio Ponsul); Caminho do Tejo e Rota da Idanha; Cicloturismo na Beira Baixa e no Alto Alentejo; ou a Reabilitação do olival tradicional num concelho do Médio Tejo”.

São ainda mostrados outras propostas económicas casos do “turismo fluvial no estuário do Tejo; Restauro e funcionalização das aldeias Avieiras; Quinta do Alqueidão – Hotel. Turismo rural e religioso; Rota turística dos Avieiros; Rota dos Mouchões; Restauro de um barco varino; O Tejo por terra, pelo rio e pelo ar; Hotel Palafítico do Escaroupim (em Salvaterra de Magos); Enoturismo – Polo cultural: Vinhos, tradição e cultura, em Benfica do Ribatejo; a construção de um barco varino (em Constância) como polo turístico e centro de interpretação; ou o projeto Rio Abaixo, Rio Acima.

Para as 15H50 é feito um debate sobre o desenho da estrutura operacional que permita desenvolver todas as ideias de projeto apresentadas no encontro.

A sessão de encerramento decorre às 16H30 e é moderada pelo docente da Universidade da Extremadura, Eusebio Medina. Nesta sessão são lidas a Carta dos Amigos do Tejo, registo de novas adesões e divulgação pública; e resumo das conclusões do II Seminário.
É ainda divulgada a data para a assinatura de uma Carta de Compromisso.
O encontro termina com um porto de honra.

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